Política e Economia

Foto: Valter Campanato / Agência Brasil
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Capital registra a terceira maior alta do país e feijão lidera aumento dos preços, segundo o Dieese

O preço da cesta básica em Manaus acumulou alta de 18,13% no primeiro semestre de 2026, a terceira maior entre as 17 capitais pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Em junho, o conjunto de alimentos custou R$ 732,90, alta de 0,64% em relação a maio.

Os dados, divulgados pelo Dieese em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), mostram que o feijão carioca foi o produto que mais encareceu no mês, com aumento de 18,92%. Também registraram alta a farinha de mandioca (3,88%), manteiga (3,30%), carne bovina de primeira (1,46%), óleo de soja (0,65%) e arroz agulhinha (0,21%).

Por outro lado, houve redução nos preços da banana (-6,19%), café em pó (-2,02%), açúcar cristal (-1,85%), tomate (-0,59%), leite integral (-0,52%) e pão francês (-0,48%).

No acumulado dos últimos 12 meses, a cesta básica em Manaus ficou 8,54% mais cara, percentual superior à inflação oficial registrada até maio. Entre os produtos que mais subiram no período estão o feijão carioca (44,83%), tomate (29,53%), carne bovina de primeira (15,60%), leite integral (8,75%) e pão francês (4,03%).

Entre dezembro de 2025 e junho deste ano, o tomate liderou a alta, com variação de 87,12%, seguido pelo feijão carioca (35,48%), farinha de mandioca (17,33%), leite integral (13,30%) e carne bovina de primeira (11,73%).

Segundo o levantamento, um trabalhador de Manaus que recebe o salário mínimo de R$ 1.621 precisou dedicar 99 horas e 28 minutos de trabalho para comprar a cesta básica em junho, comprometendo 48,88% da renda líquida mensal, já descontada a contribuição previdenciária.

No ranking nacional, São Paulo apresentou a cesta básica mais cara do país em junho, com custo médio de R$ 965,47, seguida por Cuiabá (R$ 937,93), Rio de Janeiro (R$ 920,94) e Florianópolis (R$ 918,42).

Com base no custo da cesta e nas despesas essenciais previstas na Constituição, o Dieese estima que o salário mínimo necessário para atender às necessidades básicas de uma família brasileira deveria ser de R$ 8.110,92 em junho, cerca de cinco vezes o valor do piso nacional vigente.

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