Trânsito e Transporte

Foto: Junio Matos/A CRÍTICA
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Circulação dos ônibus é normalizada em Manaus; sindicato alerta para novas paralisações em caso de atraso salarial

O Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Coletivo Urbano e Rodoviário de Manaus e Região Metropolitana (STTRM) anunciou, nesta quarta-feira (22), o fim da greve dos rodoviários na capital. A decisão foi tomada após o Governo do Amazonas efetuar o pagamento de R$ 18 milhões ao Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram).

Segundo o presidente do STTRM, Givancir Oliveira, o valor já foi creditado na conta do Sinetram, o que permitiu o encerramento da paralisação, iniciada na segunda-feira (20) por causa do atraso no pagamento da primeira parcela dos salários da categoria.

Durante o movimento, a circulação dos ônibus foi mantida com frota reduzida, conforme determinação do Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (TRT-11).

De acordo com o Sinetram, o repasse corresponde a parte dos valores relacionados ao subsídio do passe livre estudantil da rede estadual. A entidade sustenta que o Estado possui uma dívida superior a R$ 44 milhões, enquanto o Governo reconhece apenas R$ 18 milhões, valor calculado com base na decisão liminar da Justiça que determina o pagamento de R$ 2,50 por passagem, equivalente à meia-passagem estudantil.

Na terça-feira (21), a Prefeitura de Manaus informou que não possui débitos referentes a 2026 e afirmou ter repassado mais de R$ 280 milhões ao sistema de transporte para custear a gratuidade dos estudantes da rede municipal.

O principal impasse entre o Governo do Amazonas e o Sinetram permanece relacionado ao cálculo do subsídio. Enquanto o Estado defende o pagamento conforme o valor fixado pela Justiça, o sindicato das empresas argumenta que o ressarcimento deve considerar a tarifa técnica, estimada entre R$ 8,50 e R$ 9,30, correspondente ao custo operacional do sistema.

Apesar do encerramento da greve, o presidente do STTRM afirmou que a categoria poderá voltar a paralisar as atividades caso ocorram novos atrasos no pagamento dos salários dos trabalhadores.

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