Mensagens orientam moradores sobre riscos da fumaça, cuidados com a saúde e canais para denunciar incêndios florestais
O governo federal enviou, nesta segunda-feira (12), alertas por WhatsApp a moradores de áreas afetadas pelas queimadas no Amazonas. As mensagens trazem orientações para reduzir os riscos à saúde provocados pela fumaça e reforçam medidas de prevenção contra incêndios florestais, que têm encoberto cidades do estado.
As notificações são encaminhadas pela conta comercial oficial GovBR no aplicativo. O comunicado informa que a região está sob alerta de incêndios e destaca os riscos respiratórios associados à poluição do ar.
Entre as recomendações estão o uso de máscaras ao sair de casa, a manutenção de portas e janelas fechadas nos períodos de maior concentração de fumaça e a suspensão de atividades físicas ao ar livre. A mensagem também orienta a população a beber água regularmente.
Crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas devem evitar a exposição à fumaça, por integrarem grupos mais vulneráveis. Quem apresentar sintomas deve procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) ou o serviço de emergência do Sistema Único de Saúde (SUS) mais próximo.
Como denunciar focos de incêndio
O alerta também divulga canais para comunicar incêndios e situações de fumaça intensa. As denúncias podem ser feitas ao Corpo de Bombeiros, pelo telefone 193, e ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), pelo número 0800 061 8080.
A mensagem reforça ainda que a população não deve usar fogo para limpar pastagens, queimar lixo, acender fogueiras ou soltar balões, práticas que podem provocar novos focos de incêndio.
Na sexta-feira (9), a Defesa Civil do Amazonas também enviou alertas diretamente aos celulares da população, com orientações para evitar a exposição à fumaça e utilizar máscaras ao sair de casa.
Manaus registra qualidade do ar insalubre
O envio das mensagens ocorre em meio à piora da qualidade do ar na capital amazonense. Na manhã desta segunda-feira, o Índice de Qualidade do Ar (AQI), medido pela plataforma internacional IQAir, chegou a 195 em Manaus, classificação considerada insalubre.
O Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), registrou condições muito ruins na capital e nível péssimo no bairro Armando Mendes, onde a concentração de partículas finas chegou a 218,2 microgramas por metro cúbico (µg/m³).
No domingo (11), uma comitiva do governo federal sobrevoou áreas atingidas pelos incêndios. Após a inspeção, o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, afirmou ter encontrado numerosos focos de fogo em áreas de floresta preservada, inclusive na região de Autazes.
Para reforçar o combate às chamas, o governo federal mobilizou 11 aeronaves e brigadistas de órgãos ambientais. No sábado (10), o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional reconheceu a situação de emergência em 36 municípios do Amazonas. Na mesma data, o governo estadual também decretou emergência em razão dos incêndios florestais.



