Política e Economia

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Ministro do STF também pede a perda do mandato da deputada, que é acusada de ser a mentora intelectual do ataque aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça em 2023

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou pela condenação da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) a 10 anos de prisão, considerando-a mentora intelectual de uma invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ocorrida em janeiro de 2023. Além da pena de prisão, Moraes também votou pela perda do mandato da parlamentar, decisão que depende de ação da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados.

Zambelli está sendo julgada ao lado do hacker Walter Delgatti, acusado de cometer crimes de invasão de dispositivos informáticos e falsidade ideológica. Moraes sugeriu uma pena de 8 anos e 3 meses para Delgatti. Em seu voto, o ministro descreveu como “absurda” a atuação da deputada e do hacker, que causaram danos à credibilidade das instituições brasileiras e violaram princípios constitucionais.

O julgamento, iniciado nesta sexta-feira (9), deverá ser concluído até a próxima sexta-feira (16), quando os demais ministros do STF votarão pela condenação ou absolvição dos réus.

Acusação e Defesas

A denúncia aponta que Zambelli foi a autora intelectual da invasão, buscando Delgatti para executar o crime com o objetivo de inserir um mandado de prisão falso contra Moraes e realizar outras manipulações ilegais. O procurador-geral da República também vinculou os crimes à incitação de atos antidemocráticos e ao desejo de prejudicar a credibilidade do Judiciário.

A defesa de Zambelli argumentou que a única acusação contra a deputada vem da confissão de Delgatti, que foi chamada de “mentirosa” pela defesa. Já a defesa de Delgatti alegou que os crimes foram cometidos com base em uma promessa de vantagens financeiras feitas por Zambelli.

Outras Ações Penais

Além do caso em questão, Zambelli também é alvo de outra ação no STF por um incidente envolvendo o porte de arma. Em 2022, ela sacou uma arma e perseguiu o jornalista Luan Araújo em São Paulo, pouco antes do segundo turno das eleições. O julgamento desse caso foi suspenso após um pedido de vista do ministro Nunes Marques.

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