Política e Economia

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Monitor do PIB da FGV revela crescimento em setores-chave e reversão de tendência de queda

A economia brasileira registrou crescimento de 1,6% no primeiro trimestre de 2025 em comparação com o último trimestre de 2024, segundo o Monitor do PIB, estudo do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV), divulgado nesta segunda-feira (19). Em relação ao mesmo período do ano passado, o avanço foi de 3,1%, e o acumulado dos últimos 12 meses apresenta alta de 3,5%.

O estudo, que serve como uma prévia do dado oficial do Produto Interno Bruto (PIB) a ser divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 30 de maio, indica que o crescimento foi impulsionado, principalmente, pela agropecuária, que teve uma expansão de 12,2%. Segundo Juliana Trece, coordenadora da pesquisa, o setor foi o grande destaque do período, enquanto os serviços, maior componente do PIB, cresceram 1,3%.

Desempenho dos setores

  • Agropecuária: crescimento expressivo de 12,2%, puxado pelas exportações de produtos do setor.
  • Serviços: expansão de 1,3%, contribuindo de forma significativa para o resultado positivo do trimestre.
  • Indústria: desempenho estagnado, com crescimento em algumas atividades, mas impacto negativo da indústria de transformação, que recuou.

“A agropecuária foi o motor do crescimento no primeiro trimestre, enquanto o setor industrial mostrou dificuldades, especialmente na indústria de transformação”, destacou Juliana Trece.

Consumo e investimentos em queda

O levantamento da FGV também mostrou que o consumo das famílias cresceu 2,7% em relação ao mesmo período do ano passado, mas manteve uma tendência de desaceleração. No último trimestre de 2024, o aumento foi de 3,7%.

Outro indicador em queda é a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), que mede o nível de investimento na economia. O índice avançou 6,9% no primeiro trimestre, abaixo do crescimento de 10,8% registrado no terceiro trimestre do ano passado.

Comparação com o IBC-Br

Os resultados do Monitor do PIB da FGV são semelhantes aos do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), também divulgado nesta segunda-feira. O IBC-Br apontou alta de 1,3% no primeiro trimestre em relação ao trimestre anterior e um crescimento de 4,2% no acumulado de 12 meses.

O resultado oficial do PIB será divulgado pelo IBGE no final do mês.

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