Doença transmitida por fungo já soma 603 casos no estado; autoridades reforçam alerta e orientações de prevenção
Os casos de esporotricose humana aumentaram 424% no Amazonas entre 1º de janeiro e 27 de maio de 2025, segundo boletim divulgado pela Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-RCP) nesta terça-feira (27). No total, já foram registrados 603 casos da doença neste ano.
A esporotricose é uma infecção causada por fungos do gênero Sporothrix, encontrados no solo, em cascas de árvores e na vegetação em decomposição. A transmissão pode ocorrer tanto pelo ambiente quanto pelo contato com animais infectados, especialmente gatos.
Só em Manaus, foram 553 casos confirmados. No interior, outros 34 casos foram registrados em nove municípios. Presidente Figueiredo lidera fora da capital, com 19 casos, seguido de Barcelos (4), Manacapuru (3), Maués (2), Rio Preto da Eva (2), Iranduba (1), Careiro (1), Silves (1) e Tabatinga (1).
O crescimento é expressivo quando comparado aos dados de 2022, que teve 338 casos. Isso representa uma alta de 78% considerando apenas os primeiros cinco meses de 2025.
Para enfrentar o avanço da doença, a FVS-RCP criou um grupo de trabalho com unidades de saúde e órgãos ambientais. “A FVS faz parte de um grupo técnico que realiza ações de prevenção e controle da propagação da doença”, explica a gerente de vigilância epidemiológica, Lilian Furtado.
⚠️ Como ocorre a transmissão?
A infecção em humanos acontece principalmente quando o fungo penetra na pele através de arranhões, espinhos, lascas de madeira ou contato com vegetais contaminados. A transmissão também pode acontecer por meio de animais infectados, como arranhaduras, mordidas, lambidas e secreções.
🔍 Sintomas em humanos:
- Feridas na pele com pus, que não cicatrizam
- Lesões que se espalham seguindo o trajeto dos vasos linfáticos
- Tosse, falta de ar e dor ao respirar (em casos pulmonares)
- Dor nas articulações, febre e mal-estar (em formas disseminadas)
🐾 Sinais em animais (principalmente gatos):
- Nódulos e feridas na pele com secreção
- Espirros frequentes
- Apatia, febre e emagrecimento (em casos graves)
💊 Tratamento e prevenção:
O tratamento é feito com antifúngicos gratuitos pelo SUS, tanto para humanos quanto para animais. A duração varia de três a seis meses, dependendo da gravidade.
As autoridades reforçam que, ao identificar sinais da doença em animais, é fundamental buscar atendimento veterinário imediato para evitar a transmissão.



