Política e Economia

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Mulher vivia há mais de duas décadas sob exploração no bairro Ponta Negra

Uma trabalhadora doméstica de 34 anos foi resgatada de uma situação de trabalho escravo em Manaus, na quinta-feira (6). A vítima trabalhava sem remuneração fixa e em condições degradantes desde os 12 anos de idade, sob a justificativa de que “fazia parte da família” que a explorava.

A operação foi realizada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Ministério Público do Trabalho (MPT), Polícia Federal (PF) e Defensoria Pública da União (DPU). Segundo as autoridades, a mulher foi levada ainda criança para a casa da família com a promessa de oportunidades de estudo, mas, na prática, passou mais de 22 anos sendo explorada sem registro formal de trabalho.

A fiscalização constatou que, além dos serviços domésticos, a vítima também atuava na produção de doces vendidos pelo empregador. Ela vivia em um quarto sem guarda-roupas e sem condições básicas de higiene, trabalhava sem descanso e não tinha acesso à escola.

Fim do ciclo de abusos e indenização

Após o resgate, a vítima recebeu atendimento psicossocial da Secretaria de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc) e foi reintegrada à sua família biológica. Além disso, será indenizada pelos anos de exploração.

Os empregadores firmaram um termo de ajuste de conduta com o MPT para pagar a indenização, e o Ministério do Trabalho lavrará um auto de infração. O relatório da força-tarefa será enviado à Polícia Federal para as providências cabíveis.

Denúncia de trabalho escravo

Desde 1995, mais de 65 mil trabalhadores foram resgatados no Brasil. Denúncias podem ser feitas anonimamente pelos seguintes canais:

O caso reforça a importância da fiscalização e do combate ao trabalho escravo, garantindo justiça e dignidade para trabalhadores em situação de vulnerabilidade.

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