Política e Economia

Foto: Agência Brasil
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Valdemir Santana afirma que desligamentos pontuais não se repetirão e destaca acordos que asseguram benefícios aos demitidos

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas (Sindmetal-AM) e da Central Única dos Trabalhadores (CUT-AM), Valdemir Santana, garantiu que não estão previstas novas demissões em massa como as ocorridas na fábrica da Philco em Manaus, onde 800 funcionários foram desligados na última semana.

Segundo Santana, outras empresas do Polo Industrial de Manaus enfrentaram desafios de estoque e vendas sem recorrer a cortes drásticos de pessoal. “As empresas que estavam com esses problemas já fizeram acordos de suspensão de contrato e resolveram sem demissão em massa. A única que teve esse exagero foi a Philco. Tem empresas até contratando no Distrito Industrial”, afirmou.

Em negociação com a Philco, o sindicato assegurou aos 800 trabalhadores

  • um salário adicional
  • extensão do plano de saúde até o fim de agosto ou encerramento do aviso-prévio
  • prioridade na recontratação quando houver novas vagas
  • três a quatro cestas básicas, conforme tempo de casa

Santana ressaltou que as homologações das rescisões começaram em 14 de julho e prosseguem nesta sexta-feira (18), com garantias de cumprimento de todos os direitos trabalhistas e benefícios acordados.

Apesar do corte, o Polo Industrial de Manaus registra atualmente 132 mil trabalhadores em atividade, num patamar recorde de emprego. Para Santana, a existência de vagas em outros setores, como ar-condicionado, TV e micro-ondas, favorece a rápida recolocação dos demitidos.

A Philco, parte do grupo Britânia Eletrodomésticos, justificou o ajuste como uma resposta ao “cenário pontual” de queda nas vendas sazonais desses segmentos, reforçando que a medida não se estende às demais unidades da empresa no país.

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