Política e Economia

Foto: Pedro Gontijo/Senado Federal
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Medida cautelar impede uso direto ou por terceiros; prazo de 24 horas sob risco de prisão imediata

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta segunda-feira (22) que os advogados de Jair Bolsonaro apresentem, em até 24 horas, justificativas sobre o possível descumprimento da medida cautelar que o proíbe de usar redes sociais — diretamente ou por intermédio de terceiros.

As restrições foram impostas na última sexta-feira (19), quando Moraes ordenou que Bolsonaro:

  • utilizasse tornozeleira eletrônica;
  • se abstivesse de publicar ou permitir a divulgação de conteúdos em plataformas digitais;
  • cumprisse toque de recolher durante a noite e nos fins de semana;
  • evitasse contato com diplomatas e outros investigados no mesmo processo.

Apesar da determinação, vídeos e transmissões do ex-presidente num ato com aliados na Câmara dos Deputados circularam nas redes sociais nesta segunda-feira. Moraes reforçou que a proibição abrange todas as formas de veiculação de áudios, vídeos ou transcrições, mesmo quando feitas por terceiros, sob pena de revogação das cautelares e decretação imediata da prisão.

Na decisão, o magistrado destacou que as imagens mostram Bolsonaro discursando e exibindo a tornozeleira, configurando violação direta da medida .

Segundo o Código de Processo Penal, o descumprimento de cautelares pode justificar a prisão preventiva do investigado, caso se comprove a tentativa de obstruir o andamento do processo ou de burlar as restrições impostas.

Durante o evento em Brasília, Bolsonaro classificou o uso da tornozeleira como um ”símbolo de máxima humilhação”, afirmando que é inocente das acusações de tentativa de golpe de Estado e obstrução de investigações.

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