Monitoramento em 107 pontos indica alterações negativas em parâmetros como oxigênio, fósforo e presença de coliformes, acendendo alerta para necessidade de ações urgentes
Um estudo do Programa de Monitoramento de Água, Ar e Solos do Estado do Amazonas (ProQAS/AM) revelou que a qualidade da água do rio Tarumã-Açu apresentou piora entre 2023 e 2025. Os resultados, apresentados nesta terça-feira (12), são fruto de análises realizadas em 107 pontos da bacia, avaliando parâmetros como oxigênio, pH, fósforo e coliformes.
Segundo o doutor em físico-química Sérgio Duvoisin, a pesquisa acende um sinal de alerta. “Alguns pontos mostram alterações negativas que não eram observadas há três anos. Isso indica que, se nada for feito, a tendência é de piora contínua”, alertou.
O monitoramento, realizado pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) em parceria com a Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Tarumã-Açu (CBHTA), subsidia a elaboração do Plano de Gestão da Bacia.
Daniel Nava, doutor em Biotecnologia do Ipaam, destacou que o trabalho já gerou ações concretas. “Os resultados de 2023 mostraram perda de qualidade em vários parâmetros, como se o rio estivesse pedindo socorro. Por isso, suspendemos o licenciamento de novos flutuantes na região”, afirmou.
O relatório final será enviado à Prefeitura de Manaus, órgãos de controle ambiental e de justiça, além de ser disponibilizado no site do Ipaam. O objetivo é que medidas preventivas sejam adotadas antes que a situação se agrave.
Especialistas reforçam que a população deve acompanhar o monitoramento para compreender como hábitos cotidianos influenciam diretamente a saúde dos rios e do meio ambiente.



