Manifestação ocorreu no mesmo dia em que grupo contrário ao ex-presidente protestou no Centro de Manaus; julgamento no STF e pressão no Congresso marcam cenário nacional
Apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro se reuniram na tarde deste domingo (7) no calçadão da Praia da Ponta Negra, na Zona Oeste de Manaus, pedindo anistia para os condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.
Os manifestantes usaram camisetas e bandeiras do Brasil e do Amazonas e exibiram cartazes, incluindo um grande painel com a frase “Eu não desisto do Brasil”, colocado em um carro de som. Caminhoneiros também participaram, e políticos locais fizeram discursos ao longo da concentração, que começou por volta das 16h e terminou antes das 18h. Até a última atualização, o número oficial de participantes não havia sido divulgado.
Pela manhã, no Centro da capital, grupos contrários a Bolsonaro realizaram ato com a bandeira “sem anistia” e críticas à política externa do ex-presidente.
Segundo a Prefeitura de Manaus, os protestos provocaram apenas lentidão pontual no trânsito, sem bloqueios significativos.
Contexto nacional
O ato em Manaus acontece em meio a duas discussões decisivas em Brasília. O Supremo Tribunal Federal (STF) começou na última terça-feira (2) o julgamento de Bolsonaro e de mais sete réus por tentativa de golpe de Estado após a eleição de 2022. O processo deve ser concluído até a sexta (12). O ex-presidente está em prisão domiciliar por descumprir medidas restritivas e pode pegar até 43 anos de prisão, além de já estar inelegível por decisão do TSE.
No Congresso Nacional, a pressão por uma anistia aos condenados cresce. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), ainda não colocou a proposta em votação, mas enfrenta forte mobilização de aliados de Bolsonaro, em especial o PL e partidos do Centrão.
Enquanto aliados do ex-presidente defendem uma anistia geral, o Senado discute uma proposta alternativa que excluiria Bolsonaro e reduziria as penas dos condenados. O governo Lula é contra qualquer medida nesse sentido e pede mobilização social para barrar a iniciativa.



