Etapa regional Norte ocorreu em Manaus e destacou soluções em tecnologia, bioeconomia e logística
Após uma década sem ser realizado, o Prêmio Finep de Inovação voltou em 2025, reconhecendo iniciativas transformadoras em setores estratégicos da economia nacional. A etapa regional Norte foi realizada na tarde de quarta-feira (24), na sede da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), em Manaus.
O diretor-presidente da Finep, Luiz Antônio Elias, ressaltou a relevância da retomada.
“Esse prêmio está sendo retomado dez anos depois. Ele não só traz a força da ciência brasileira, como também demonstra a capacidade das empresas de encontrarem soluções para nossos problemas. Mostramos à sociedade que somos bons no que fazemos e fomentamos projetos que estão trazendo inovação, especialmente na região Norte”, afirmou.
O presidente da Fieam, Antonio Silva, destacou o papel da indústria amazonense.
“É muito importante a Casa da Indústria receber a Finep neste momento. Temos muitos amazonenses concorrendo e hoje é um dia especial para reconhecer esses trabalhos voltados à sustentação da nossa Amazônia”, disse.
Categorias premiadas
A edição contemplou nove áreas: Cadeias Agroindustriais Sustentáveis; Complexo Econômico Industrial da Saúde; Infraestrutura, Saneamento, Moradia e Mobilidade Sustentáveis; Transformação Digital da Indústria; Bioeconomia, Descarbonização e Transição Energética; Deep Tech; Ambiente de Inovação; Infraestrutura de P&D em ICTs; e Empreendedorismo Feminino.
Doze projetos amazonenses chegaram à final e seis foram premiados, garantindo vaga na etapa nacional, que será realizada em dezembro, em Brasília.
Entre os destaques, a Getter apresentou um equipamento que descontamina castanhas com luz ultravioleta, ampliando a segurança para exportação. O CEO Rufo Paganini comemorou:
“Descobrimos um grande problema na cadeia da castanha, que comprometia a qualidade do consumo. Nosso equipamento resolve isso e abre portas para que ribeirinhos e indígenas possam exportar com segurança para o mundo inteiro”.
Já a Aeroriver venceu com o projeto do “barco voador”, que promete reduzir custos e tempo de deslocamento na região. O diretor executivo, Lucas Guimarães, destacou:
“A logística na Amazônia é um desafio enorme. Desenvolvemos uma solução para tornar as viagens mais baratas e rápidas. Receber esse prêmio é uma confirmação de que estamos no caminho certo”.
Além do troféu, os vencedores receberam o Selo Prêmio Finep de Inovação 2025, reforçando a credibilidade dos projetos premiados.



