Política e Economia

Foto: Guilherme Weimann/Sindipetro Unificado
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Movimento por tempo indeterminado pressiona por avanços no Acordo Coletivo; FUP aponta três pontos críticos não atendidos pela empresa

Petroleiros que atuam no polo de produção de gás e petróleo de Urucu, no interior do Amazonas, aderiram à greve nacional da categoria, iniciada na madrugada desta segunda-feira (15). A paralisação ocorre após semanas de assembleias e a rejeição da segunda contraproposta apresentada pela Petrobras para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).

O movimento, que é por tempo indeterminado, começou simultaneamente em plataformas e refinarias das regiões Sul e Sudeste. No Amazonas, a adesão foi confirmada pelo Sindicato dos Petroleiros da Amazônia (Sindpetro Amazônia).

Segundo o representante da entidade, Bruno Terribas, os trabalhadores de Urucu iniciaram a greve em alinhamento com a mobilização nacional.
“Os trabalhadores e trabalhadoras da província petrolífera de Urucu iniciaram uma greve geral por tempo indeterminado em defesa de um acordo coletivo que valorize a produtividade apresentada no último período. A pauta também busca barrar ataques da empresa, como mudanças no plano de saúde e no plano de previdência, especialmente para aposentados”, afirmou.

O sindicato alerta que, caso a paralisação se estenda até quarta-feira, a Petrobras poderá enfrentar dificuldades no revezamento das equipes que atuam na base de Urucu, uma das mais estratégicas do país na produção de gás natural.

Em nota, a Petrobras informou que segue empenhada em concluir as negociações com a categoria.

Negociações

Segundo comunicado da Federação Única dos Petroleiros (FUP), entidade que representa os sindicatos dos trabalhadores da Petrobras em todo o país, a proposta apresentada pela companhia não avançou em três pontos centrais:

  • Fim dos Planos de Equacionamento de Déficit (PEDs) da Petros, que geram descontos extras na remuneração de trabalhadores, aposentados e pensionistas para cobrir déficits do fundo de previdência da estatal
  • Aprimoramentos no plano de cargos e salários, além de garantias contra mecanismos de ajuste fiscal
  • Defesa de um modelo de negócios alinhado ao fortalecimento da Petrobras, barrando parcerias e terceirizações que, segundo os sindicatos, “precarizam o trabalho” e abrem caminho para privatizações

Em nota, a FUP afirmou:
“A categoria quer respeito, dignidade e uma justa distribuição da riqueza gerada. A greve aprovada nas assembleias é por um ACT forte, que recupere direitos perdidos, garanta condições decentes de trabalho e resolva de forma definitiva os equacionamentos da Petros.”

A mobilização segue sem previsão de encerramento e pode impactar operações em diversas regiões do país caso o impasse permaneça.

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