Movimento reivindica reajuste salarial e manutenção dos cobradores nos ônibus; 50% da frota está fora de circulação
O transporte público de Manaus amanheceu com paralisação de parte da frota nesta terça-feira (15), após decisão do Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários do Amazonas, que anunciou greve por tempo indeterminado. A medida afeta cerca de 500 mil usuários que dependem dos ônibus diariamente na capital.
Segundo o sindicato, a paralisação ocorre devido à falta de acordo com o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Amazonas (Sinetram), principalmente em relação à permanência dos cobradores nos veículos e o reajuste salarial de 12% para a categoria. “Já tentamos várias tratativas, mas sem sucesso. Nosso último recurso é a greve”, afirmou o presidente do sindicato, Givancir Oliveira.
A greve ganhou força após o protesto realizado nesta segunda (14) na Câmara Municipal de Manaus, em que rodoviários denunciaram a circulação de novos ônibus da empresa Via Verde sem assentos para cobradores. A prática vai contra a Lei Municipal nº 2.923/2022, que determina a presença de cobradores no serviço convencional.
Por decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (TRT 11), 70% da frota deve circular nos horários de pico (6h às 9h e 17h às 20h), e o mínimo de 50% nos demais horários. O descumprimento está sujeito a multa de R$ 60 mil por hora. Também está proibido qualquer bloqueio nas garagens das empresas, sob pena de sanção judicial.
Desde as primeiras horas da manhã, a paralisação gerou atrasos, superlotação e longas esperas nos pontos de ônibus. “Já estou aqui há mais de uma hora. Todo dia é sufoco, mas hoje tá pior”, relatou um passageiro no Terminal 5, na zona Leste da cidade.
Até o fechamento dessa matéria, o Sinetram não informou quais linhas estão mais afetadas.



