Política e Economia

Adeilson Duque Fonseca. - Foto: Reprodução/ Redes Sociais.
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Audiência de instrução foi realizada após a morte da vítima, que ficou mais de cinco meses internada

Teve início na manhã desta sexta-feira (30) a audiência de instrução do comerciante Adeilson Duque Fonseca, acusado de matar o sambista Paulo Onça após uma violenta agressão ocorrida em dezembro de 2024, em Manaus. Com a morte do músico na última segunda-feira (26), após mais de cinco meses internado, o Ministério Público do Amazonas (MPAM) aditou a denúncia, e o réu agora responde por homicídio qualificado.

A audiência foi conduzida pelo juiz Fábio César Olintho de Souza, de forma híbrida — parte presencial e parte por videoconferência —, no Fórum de Manaus. Durante a sessão, foram ouvidas testemunhas indicadas tanto pelo Ministério Público quanto pela defesa.

O promotor Marcelo Bitarães representou o MP no processo. Já a defesa do comerciante ficou a cargo do advogado Carlos Vinícios de Assis Santana. Após os depoimentos e o interrogatório do réu, a defesa solicitou a realização de diligências complementares.

Com o encerramento dessa etapa, o juiz abriu prazo para a apresentação das alegações finais. Só então será decidida a pronúncia do réu, ou seja, se ele será levado a julgamento pelo Tribunal do Júri.

A nova acusação inclui dois agravantes: motivo fútil e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima.

Relembre o caso

O crime ocorreu no dia 16 de dezembro de 2024, na rua Major Gabriel, bairro Praça 14 de Janeiro, zona Sul de Manaus. Segundo as investigações, Paulo Onça, nome artístico de Paulo Juvêncio de Melo Israel, de 63 anos, colidiu com o carro de Adeilson após avançar o sinal vermelho.

Imagens de câmeras de segurança mostram o momento da batida. Logo após o acidente, o comerciante desceu do veículo e começou a agredir o músico, que desmaiou ainda no local. Paulo Onça foi socorrido e permaneceu internado por mais de cinco meses, mas não resistiu aos ferimentos.

O caso causou grande repercussão e comoção entre amigos, artistas e admiradores do samba na capital amazonense.

Agora, caberá à Justiça decidir se o acusado irá a júri popular para responder pela morte do compositor.

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