Operação da PF revelou esquema bilionário de fraudes em mensalidades associativas não autorizadas
A Advocacia-Geral da União (AGU) criou nesta quarta-feira (23) um grupo especial com o objetivo de recuperar os valores descontados ilegalmente de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A iniciativa foi anunciada após a deflagração da Operação Sem Desconto, da Polícia Federal, que investiga um esquema nacional de fraudes envolvendo descontos indevidos em mensalidades associativas.
Segundo a Polícia Federal, aproximadamente R$ 6,3 bilhões foram subtraídos de beneficiários do INSS entre os anos de 2019 e 2024, sem autorização dos aposentados e pensionistas.
O grupo especial da AGU será composto por oito advogados públicos que atuarão em frentes judiciais e administrativas. O objetivo é garantir o ressarcimento dos valores desviados e responsabilizar as entidades envolvidas nas fraudes. A equipe também vai trabalhar na criação de estratégias para prevenir novos golpes contra o sistema de seguridade social.
“O Estado brasileiro, os aposentados e pensionistas foram lesados por esse esquema. Por isso, também vamos buscar a responsabilização das entidades que promoveram os descontos ilegais e recuperar cada centavo desviado”, afirmou o advogado-geral da União, Jorge Messias.
Demissão no comando do INSS
Em meio às investigações, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou a demissão do então presidente do INSS, Alessandro Stefanutto. Ele foi afastado pela Justiça após suspeitas de envolvimento ou omissão no esquema de descontos irregulares.
A criação do grupo pela AGU reforça o compromisso do governo federal com a proteção dos direitos dos aposentados e a responsabilização dos responsáveis por práticas abusivas contra uma das populações mais vulneráveis do país.



