Projetos aprovados pelo MME devem atender mais de 650 mil pessoas e reduzir consumo de diesel e emissões de CO₂
As cidades de Tefé, Tabatinga e Benjamin Constant, no Amazonas, serão beneficiadas com a instalação de usinas solares fotovoltaicas e sistemas de armazenamento em baterias, como parte de 14 projetos aprovados pelo Ministério de Minas e Energia (MME) para reduzir os custos de energia na Amazônia Legal.
Os projetos foram publicados no Diário Oficial da União (DOU) na terça-feira (2), por meio da Resolução nº 30/2025, integrando a nova carteira do Chamamento Público nº 1/2024, coordenado pelo Comitê Gestor do Pró-Amazônia Legal (CGPAL).
O investimento total estimado é de R$ 829 milhões, sendo R$ 510 milhões provenientes do governo federal, via programa Energias da Amazônia, e o restante de contrapartidas das empresas executoras: Eletrobras, Aggreko, Oliveira Energia e Roraima Energia, que atuarão em parceria com a estatal.
As usinas solares devem atender 652 mil pessoas em 36 localidades, promovendo maior segurança energética, sustentabilidade e redução do consumo de diesel. A expectativa é economizar 270 milhões de litros de diesel e reduzir em 800 mil toneladas a emissão de CO₂ na atmosfera.
Do total de recursos, 90% serão aplicados na instalação das usinas e sistemas de baterias, incluindo localidades do Amazonas e de Roraima, como Santa Maria do Boiaçu e Vila Caicubi. Outros R$ 11,7 milhões serão destinados especificamente a essas localidades em Roraima. Parte dos recursos também será usada na modernização da iluminação pública, contemplando municípios como Oiapoque (AP), com substituição de lâmpadas e capacitação de técnicos locais.
Entre as soluções adotadas está a hibridização de usinas térmicas com energia solar, aumentando a eficiência da geração e reduzindo os custos de operação.
Para o presidente do CGPAL e secretário Nacional de Transição Energética do MME, Gustavo Cerqueira Ataide, os projetos representam um avanço importante para a região:
“Estamos dando um passo importante para diminuir a dependência do diesel e ampliar o uso de fontes limpas nas usinas em operação, ao mesmo tempo, em que reduzimos a Conta de Consumo de Combustíveis e levamos energia mais estável e sustentável para a população amazônica.”
A gestão dos recursos ficará a cargo da Conta de Desenvolvimento da Amazônia Legal (CDAL), e a implementação será acompanhada pelo MME e pela Eletrobras, que também avaliarão novas soluções para sistemas isolados e projetos de navegabilidade nos rios Madeira e Tocantins, ampliando a integração energética e logística na região.



