Estado mantém uma das maiores taxas de desocupação do país e registra informalidade superior a 50%
O Amazonas fechou 2025 com taxa de desemprego de 8,4%, acima da média nacional de 5,6%. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (20) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O índice no estado se manteve estável em relação a 2024 e figura entre os mais altos do país.
O levantamento considera pessoas a partir de 14 anos em qualquer tipo de ocupação, com ou sem carteira assinada. É classificado como desempregado quem buscou trabalho nos 30 dias anteriores à entrevista. Ao todo, cerca de 211 mil domicílios são visitados em todos os estados e no Distrito Federal.
No ranking nacional, o Amazonas aparece atrás apenas de estados como Bahia (8,7%), Pernambuco (8,7%) e Piauí (9,3%), além de outras unidades da Região Nordeste. Em todo o país, 12 estados ficaram abaixo da média nacional, enquanto 15 registraram índices superiores.
Apesar do cenário nacional positivo — com a menor taxa da série histórica iniciada em 2012 — o Amazonas não acompanhou a melhora. Segundo o IBGE, o resultado nacional foi impulsionado pelo aquecimento do mercado de trabalho e pelo aumento do rendimento real.
Informalidade elevada
Além do desemprego acima da média, o estado apresenta alto nível de informalidade. Em 2025, 50,8% dos trabalhadores amazonenses estavam em ocupações informais, índice superior à média nacional de 38,1%.
Isso significa que mais da metade dos trabalhadores no estado não conta com garantias como carteira assinada, 13º salário, férias remuneradas ou seguro-desemprego.
Rendimento abaixo da média
O rendimento médio mensal no Amazonas foi de R$ 2.733 em 2025, também inferior à média nacional, que ficou em R$ 3.560.
No ranking de renda, o estado aparece entre os menores valores do país. O maior rendimento médio foi registrado no Distrito Federal (R$ 6.320), seguido por São Paulo (R$ 4.190) e Rio de Janeiro (R$ 4.177).
Segundo o IBGE, o maior rendimento já registrado no Amazonas foi de R$ 2.838, em 2012 (valores corrigidos pela inflação). Em 2025, o estado permaneceu abaixo desse patamar.



