Estado perdeu 495 km² de floresta nos últimos 12 meses, queda de 31% em relação ao período anterior, segundo o Imazon
O Amazonas registrou 495 km² de floresta desmatada nos últimos 12 meses, segundo levantamento do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), divulgado nesta quinta-feira (27). Apesar da redução de 31% em relação ao período anterior, o estado continua entre os que mais desmatam na Amazônia Legal.
O Amazonas ocupa a terceira posição no ranking, atrás do Pará, com 818 km² desmatados, e de Mato Grosso, com 565 km². Juntos, os três estados concentraram 70% de toda a área de floresta destruída na Amazônia Legal no período analisado.
A redução registrada no Amazonas representa o segundo ano consecutivo de queda no desmatamento do estado.
Terras indígenas
As terras indígenas apresentaram uma das menores áreas de desmatamento entre as categorias territoriais analisadas pelo Imazon. Ao todo, foram devastados 46,96 km², o equivalente a 1,7% da área total desmatada.
Mesmo com o índice menor, quatro terras indígenas localizadas no Amazonas aparecem entre as 11 mais pressionadas pelo desmatamento no último período analisado:
- Terra Indígena Andirá-Marau (AM/PA): 2,83 km²;
- Terra Indígena Sepoti (AM): 1,49 km²;
- Terra Indígena Vale do Javari (AM): 1,36 km²;
- Terra Indígena Yanomami (AM/RR): 1,08 km².
Segundo o instituto, quase 60% das terras indígenas da Amazônia não registraram desmatamento nos últimos 12 meses. O levantamento destaca a importância desses territórios para a conservação da floresta e para a redução dos impactos das mudanças climáticas.
Amazonas concentrou 26% do desmatamento em julho
Somente em julho de 2026, o Amazonas respondeu por 26% de todo o desmatamento registrado na Amazônia Legal. O estado ficou atrás apenas do Pará, que concentrou 30% da área devastada no mês.
Na comparação com julho de 2025, a área de floresta destruída na Amazônia Legal aumentou 26%.
Degradação florestal cai 93%
O levantamento também aponta uma forte redução na degradação florestal, associada principalmente a queimadas e à extração seletiva de madeira.
Na Amazônia Legal, a área degradada caiu 93% no ciclo 2025/2026. O índice passou de 35.229 km² no período anterior para 2.577 km² no último ciclo, o menor resultado desde 2023.
Apesar da redução, os pesquisadores do Imazon destacam que Amazonas, Pará e Mato Grosso concentram grandes extensões de floresta e continuam exigindo ações permanentes de fiscalização e combate ao desmatamento ilegal.
A preservação dessas áreas é considerada fundamental para a manutenção dos serviços ambientais da floresta e para o equilíbrio do regime de chuvas, que também influencia outras regiões do país.



