Amazonas

Facebook
Twitter
LinkedIn
WhatsApp

Apenas 5,6% dos moradores vivem em ruas com rampas; estudo do IBGE revela falta de estrutura mesmo em áreas urbanas

O Amazonas ocupa a última posição no ranking nacional de acessibilidade urbana, com apenas 5,6% da população vivendo em ruas com calçadas que possuem rampas para cadeirantes. Os dados são da Pesquisa Urbanística do Entorno dos Domicílios, parte do Censo Demográfico 2022, divulgada nesta quinta-feira (17) pelo IBGE.

O índice estadual está cerca de dez pontos percentuais abaixo da média nacional, que é de 15,2%. Na prática, dos mais de 4,2 milhões de habitantes do estado, apenas 239 mil têm acesso a esse tipo de estrutura, prevista em lei desde 2000.

Além da capital, a situação se repete no interior. Em Parintins, por exemplo, apenas 2,5% das ruas contam com rampas, colocando o município entre os piores do Brasil em termos de acessibilidade.

Segundo o levantamento, os menores percentuais estão concentrados nas regiões Norte e Nordeste, onde 157 municípios sequer possuem trechos com rampas nas vias.

Outro dado preocupante é o baixo índice de rampas em ruas com estabelecimentos de ensino no Amazonas: apenas 16,9%. Já no quesito calçadas livres de obstáculos, o estado tem o segundo pior desempenho da Região Norte, com 7,5% da população beneficiada.

O levantamento integra um panorama mais amplo sobre infraestrutura urbana, abordando também pavimentação, iluminação, arborização, presença de bueiros, pontos de ônibus, ciclovias e acessibilidade em geral.

Apesar de serem dispositivos básicos para garantir a mobilidade de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, as rampas ainda não fazem parte da realidade da maioria dos brasileiros – mesmo nos municípios com melhores índices, não há cobertura total.

Você também pode gostar

Editorias