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Foto: Adriano Fontes/Ascom Flamengo
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Atacante do Flamengo foi julgado pelo STJD por forçar cartão amarelo em jogo contra o Santos em 2023; defesa promete recorrer

O atacante Bruno Henrique, do Flamengo, foi condenado nesta quinta-feira (4) pela 1ª Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) a 12 partidas de suspensão e ao pagamento de multa de R$ 60 mil. O jogador foi acusado de manipulação por ter forçado um cartão amarelo em partida contra o Santos, em 2023, pelo Campeonato Brasileiro.

O julgamento, que durou oito horas, rejeitou a tese de prescrição apresentada pela defesa. A denúncia havia sido arquivada em 2023, mas foi reaberta após a Polícia Federal apresentar novos elementos durante a Operação Jogo Limpo e a Operação Spot-fixing.

A Procuradoria exibiu vídeos e depoimentos de apostadores que afirmaram ter conhecimento prévio da punição ao jogador. Bruno Henrique acompanhou a sessão de forma remota, ficou em silêncio na maior parte do tempo e declarou apenas ao final: “Gostaria de reafirmar a minha inocência e dizer que confio na justiça desportiva. Jamais cometi as infrações que estou sendo acusado”.

Os auditores divergiram em alguns pontos, mas a maioria entendeu que o atacante feriu a ética desportiva ao influenciar o andamento da partida. Ele foi absolvido, no entanto, da acusação de atuar de forma prejudicial à sua equipe.

Além de Bruno Henrique, também foram julgados seu irmão, Wander Nunes Pinto Júnior, e outros três amigos, acusados de lucrar com apostas relacionadas ao cartão. Todos receberam 24 jogos de suspensão, sem multa, por serem atletas amadores.

A defesa do jogador, representada por Alexandre Vitorino e Michel Assef Filho, afirmou que recorrerá ao Pleno do STJD e, se necessário, à Corte Arbitral do Esporte (CAS), na Suíça. Caso consiga efeito suspensivo, Bruno Henrique poderá continuar em campo até o julgamento final.

O atacante também responde na esfera criminal, após o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios denunciar o caso por fraude em esquema de apostas. Se condenado, pode pegar de dois a seis anos de prisão, segundo a Lei Geral do Esporte.

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