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Foto: Divulgação
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Especialistas reforçam importância do diagnóstico precoce no “Março Azul-Marinho”

O câncer colorretal – que afeta cólon e reto – é o terceiro mais incidente entre homens e mulheres no Amazonas, segundo o médico da Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado (Fcecon), Rogério Lima. O alerta ocorre no Dia Internacional de Combate ao Câncer de Intestino, celebrado nesta sexta-feira (27), dentro da campanha “Março Azul-Marinho”, que promove ações educativas sobre prevenção, sintomas e diagnóstico.

Quando diagnosticado precocemente, as chances de cura chegam a 95% nos primeiros cinco anos.

Rastreamento e prevenção

De acordo com Lima, a partir dos 45 anos é indicado realizar exames como a pesquisa de sangue oculto nas fezes e a colonoscopia, que permite identificar pólipos ou lesões que podem evoluir para câncer.

O médico destacou que fatores ambientais, hereditários e hábitos alimentares influenciam no desenvolvimento da doença. Por isso, recomenda evitar consumo excessivo de carne vermelha e ultraprocessados, reduzir álcool e açúcar, além de cessar o tabagismo. A prática de atividades físicas e uma dieta rica em frutas, verduras e água são medidas importantes de prevenção.

Fatores de risco e sintomas

Entre os fatores de risco estão histórico familiar da doença, obesidade, doenças inflamatórias intestinais como retocolite ulcerativa crônica e doença de Crohn, além do consumo de álcool e tabaco.

Os principais sintomas que exigem atenção são: mudanças no trânsito intestinal (constipação ou diarreia), perda de peso, dores abdominais e sangue nas fezes.

Casos novos

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), são estimados 380 novos casos de câncer colorretal por ano no Amazonas entre 2026 e 2028, sendo 190 em homens e 190 em mulheres.

O médico também destacou o aumento recente de casos em jovens adultos, fenômeno que ainda está sendo estudado pelas sociedades médicas, mas que pode estar relacionado a fatores ambientais, hereditários e ao estilo de vida.

A campanha “Março Azul-Marinho” reforça a necessidade de conscientização e diagnóstico precoce, fundamentais para salvar vidas e reduzir o impacto da doença na população.

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