Política e Economia

Foto: Reprodução
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Com legado de dedicação ao samba e à cultura popular, Hamilton deixa saudades e inspiração para o carnaval amazonense

O Carnaval de Manaus perde uma de suas figuras mais emblemáticas. Hamilton Bandeira, presidente da Escola de Samba Mocidade Independente de Aparecida (GRESMI), teve morte cerebral decretada nesta quinta-feira (31), aos 59 anos. Internado desde sábado (26) em um hospital particular da capital, na zona Sul, após sofrer um infarto em casa, Hamilton não resistiu às complicações.

A família autorizou a doação de órgãos, e o corpo permanece na UTI ligado a aparelhos, à espera da equipe da Central Estadual de Transplantes (SES-AM). O velório será realizado no Palácio Rio Negro, e o sepultamento ocorrerá no Cemitério São João Batista — com horários ainda a serem definidos.

Eleito presidente da agremiação neste ano, Hamilton deixa um filho e carrega uma história profunda com a escola: é filho de César Bandeira, primeiro presidente da GRESMI, falecido em 2005. Hamilton esteve à frente da agremiação em outros momentos marcantes, como o título de 2003 com o enredo “Porto: Roadway de Manaus, 100 anos de História, 333 anos de vida”. Este ano, apresentou o enredo para o Carnaval 2026: “Do Velho ao Novo, Para Sempre Airão — Santuário de Riquezas, a Maravilha Verde no Coração da Amazônia”.

A comoção entre amigos, familiares e sambistas é intensa. O jornalista e carnavalesco Saulo Borges, parceiro de longa data, relembrou a relação de confiança e amizade com Hamilton: “Com ele aprendi que um feijão com arroz bem feito vale ouro”. O senador Omar Aziz (PSD) também prestou homenagem nas redes sociais: “São saudades que virão sempre acompanhadas de trilha sonora — um bom samba e dos melhores enredos da nossa ‘pareca’”.

Diversas escolas de samba de Manaus manifestaram pesar, como Vitória Régia, Sem Compromisso, Vila da Barra, A Grande Família, além do GAO (Grupo de Acesso Oficial de Cultura Popular), que o descreveu como “pilar do nosso carnaval”.

Hamilton Bandeira será lembrado não apenas por sua paixão pelo samba, mas por sua dedicação incansável à cultura e à valorização da identidade amazônica.

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