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Governo intensifica ações da Operação Cheia com envio de alimentos, água potável, kits de saúde e equipamentos para municípios afetados

O número de pessoas afetadas pela cheia dos rios no Amazonas já ultrapassa a marca de 221 mil. De acordo com o novo boletim divulgado nesta terça-feira (20) pelo Comitê Permanente de Enfrentamento a Eventos Climáticos e Ambientais, mais de 55 mil famílias sofrem os impactos diretos do avanço das águas em várias regiões do estado.

Atualmente, 23 dos 62 municípios amazonenses estão em Situação de Emergência, conforme decretos municipais. Outras 34 cidades estão em estado de alerta, três em atenção e apenas duas permanecem em situação de normalidade. Desde o último levantamento, Anamã, Careiro da Várzea e Maraã passaram a integrar a lista de municípios em emergência.

O Governo do Amazonas intensificou as ações da Operação Cheia 2025, iniciada no mês de abril. Desde então, foram enviadas mais de 250 toneladas de cestas básicas, 600 caixas d’água de 500 litros, 57 mil copos de água potável da Companhia de Saneamento do Amazonas (Cosama), além de 10 purificadores de água do projeto Água Boa.

Os equipamentos e insumos foram destinados principalmente às calhas do rio Madeira e Solimões, que registram os maiores volumes de água até o momento. Manicoré, Apuí, Humaitá, Borba, Boca do Acre e Novo Aripuanã estão entre os municípios já atendidos.

Na área da saúde, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) já distribuiu 72 kits de medicamentos para sete municípios, beneficiando mais de 35 mil moradores. Em Manicoré, o governo entregou uma nova usina de oxigênio, com capacidade para produzir 30 metros cúbicos por hora, substituindo o equipamento anterior, que produzia menos da metade.

O município de Apuí também recebeu seis cilindros de oxigênio, além de medicamentos e insumos hospitalares, como reforço ao atendimento da população.

A Defesa Civil do Estado informa que o monitoramento da cheia é contínuo e realizado pelo Centro de Monitoramento e Alerta, que acompanha os níveis dos rios durante todo o ano. As nove calhas de rios do Amazonas seguem em processo de enchente, com picos previstos entre os meses de março e julho.

A previsão, segundo especialistas, é de que o volume das águas continue aumentando nas próximas semanas, exigindo mais apoio humanitário para as comunidades ribeirinhas e regiões de várzea.

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