Outros oito estão em alerta enquanto rios seguem em processo de subida no estado
Quatro municípios do Amazonas estão em situação de emergência por causa da cheia dos rios, segundo atualização divulgada nesta quarta-feira (4) pela Defesa Civil do Amazonas.
Outros oito municípios estão em estado de alerta, enquanto 18 seguem em atenção com monitoramento constante. Até o momento, ainda não há estimativa oficial do número de pessoas afetadas pela subida das águas neste ano.
No estado, o processo de cheia dos rios costuma começar entre outubro e novembro, após o período de seca, e se intensifica gradualmente até junho, quando os níveis normalmente atingem o pico.
Municípios em emergência
Entre os municípios em situação de emergência, três estão localizados na calha do Rio Juruá. Veja os níveis registrados:
- Carauari – Rio Juruá: 28,32 m
- Eirunepé – Rio Juruá: 16,59 m
- Itamarati – Rio Juruá: 20,70 m
- Jutaí – Rio Jutaí: 20,86 m
Eirunepé e Boca do Acre declararam situação de emergência no dia 10 de fevereiro. Nove dias depois foi a vez de Itamarati, e Jutaí entrou na lista na atualização mais recente da Defesa Civil.
Municípios em alerta
Outros oito municípios estão em estado de alerta devido à subida dos rios:
- Canutama
- Envira
- Guajará
- Ipixuna
- Juruá
- Lábrea
- Tapauá
- Pauini
Enquanto isso, 32 municípios seguem em situação de normalidade, incluindo a capital Manaus.
Nível do Rio Negro em Manaus
Nesta quarta-feira, o nível do Rio Negro atingiu 24,58 metros em Manaus, segundo medições do Serviço Geológico do Brasil.
O volume é 30 centímetros maior do que o registrado na mesma data do ano passado, quando o rio estava com 24,28 metros. A previsão é que o nível continue subindo até meados de junho.
Cheia antecipa colheita em Manacapuru
Em Manacapuru, o nível do Baixo Rio Solimões atingiu 15,76 metros, marca considerada dentro da normalidade para o período.
Mesmo assim, produtores rurais da região de várzea relatam que o volume das águas acelerou o início da safra deste ano. Agora, o principal desafio dos agricultores é garantir o escoamento da produção antes que a cheia avance ainda mais.



