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Foto: Matheus Castro, g1 AM
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Rio Negro sobe apenas 81 centímetros em janeiro; cenário acende atenção para municípios do interior e orienta população a acompanhar boletins oficiais

O ritmo da cheia dos rios no Amazonas desacelerou no início de 2026 e trouxe um dado importante para quem vive às margens dos cursos d’água. Em Manaus, o Rio Negro subiu apenas 81 centímetros ao longo de janeiro, segundo monitoramento da Defesa Civil do Amazonas. Neste domingo (1º), o nível do rio atingiu 22,86 metros na capital.

Os registros mostram que, no dia 1º de janeiro, o Rio Negro marcava 21,96 metros. Já no dia 31, chegou a 22,77 metros — uma média diária de elevação de 2,6 centímetros. O volume é considerado baixo quando comparado ao mesmo período do ano passado, quando a subida chegou a 3,80 metros.

Mesmo com a elevação contínua, a Defesa Civil reforça que o rio permanece em estado de normalidade em Manaus. A previsão é de que as águas continuem subindo gradualmente até o fim do primeiro semestre, o que exige acompanhamento, mas sem necessidade de medidas emergenciais no momento.

Interior tem comportamentos distintos

Fora da capital, o cenário varia conforme a região. Em Itacoatiara, o Rio Amazonas fechou janeiro com elevação de 95 centímetros. Já em Coari, a situação chama mais atenção: o Rio Solimões subiu apenas 33 centímetros no mês.

No Alto Solimões, o comportamento foi oposto. Em Tabatinga, o Rio Solimões avançou cerca de 3 metros entre os dias 1º e 30 de janeiro, indicando maior volume de chuvas na região.

Municípios em atenção e alerta

De acordo com a Defesa Civil, além de Manaus, outros 47 municípios amazonenses seguem em estado de normalidade. Já Tapauá, Canutama, Apuí e Humaitá estão em nível de atenção.

Permanecem em alerta os municípios de Guajará, Ipixuna, Eirunepé, Envira, Boca do Acre, Pauini, Itamarati, Carauari, Uarini e Lábrea.

Serviço à população

A orientação da Defesa Civil é que moradores de áreas ribeirinhas acompanhem os boletins hidrológicos, mantenham documentos e pertences em locais elevados e acionem a Defesa Civil municipal em caso de sinais de alagamento. As atualizações são fundamentais para a prevenção e para a tomada rápida de decisões ao longo do período de cheia.

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