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Foto: Jadson Lima
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Defesa Civil emitiu dois alertas em 40 minutos para risco de alagamentos e deslizamentos. Previsão indica novas pancadas durante o fim de semana.

Uma chuva intensa atingiu diferentes bairros de Manaus na manhã desta sexta-feira (30), após dias de calor e fumaça na capital amazonense. Em um intervalo de 40 minutos, a Defesa Civil emitiu dois alertas para risco de alagamentos e deslizamentos de terra. O órgão orientou os moradores a evitar áreas de encosta e procurar abrigo seguro.

De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a previsão é de novas pancadas de chuva durante a tarde e a noite desta sexta-feira. A temperatura deve variar entre 27°C e 35°C. Para sábado (31), também há possibilidade de chuva isolada, com mínima de 25°C e máxima de 35°C.

A precipitação chegou após oito dias consecutivos de fumaça intensa encobrindo Manaus. Antes desse período, em 22 de outubro, 14 dos 15 sensores de qualidade do ar da capital registravam níveis considerados bons, depois de duas semanas de fumaça provocada por queimadas.

Chuva provoca interrupções no fornecimento de energia

A chuva também provocou interrupções no fornecimento de energia elétrica em Manaus e em municípios da Região Metropolitana.

Em nota, a concessionária Âmbar Energia informou que os serviços de manutenção e normalização do sistema serão retomados quando as condições meteorológicas permitirem.

Amazonas entra em período de transição

Segundo a meteorologista Andrea Ramos, o estado passa pela transição entre o verão amazônico, marcado por temperaturas mais elevadas e menor volume de chuva, e o inverno amazônico, quando as precipitações se tornam mais frequentes e volumosas.

Neste ano, a mudança ocorre sob influência do El Niño, fenômeno caracterizado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico Equatorial, que altera a circulação atmosférica e pode modificar a distribuição das chuvas em diferentes regiões do Brasil.

“Neste ano, essa transição ocorre sob a influência de um El Niño bastante intenso, que vem se fortalecendo no Oceano Pacífico Equatorial e alterando os padrões de circulação atmosférica e distribuição das chuvas em diferentes regiões do Brasil”, afirmou a especialista.

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