Política e Economia

Foto: Arquivo/AC
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Setores concentram quase 70% das vagas com carteira assinada no estado e somam mais de 396 mil trabalhadores até novembro, aponta Fecomércio-AM

Após a indústria alcançar um recorde histórico de empregos formais em julho de 2025, foi a vez dos setores de comércio e serviços registrarem o mesmo desempenho no Amazonas. Levantamento da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Amazonas (Fecomércio-AM) mostra que os dois segmentos empregavam, juntos, 396.494 pessoas até novembro de 2025.

Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e foram divulgados no início desta semana. O número representa um crescimento de 3% em relação a novembro de 2024, quando o total de trabalhadores com carteira assinada nos dois setores era de 384.700.

Segundo a Fecomércio-AM, comércio e serviços respondem atualmente por 68,6% de todos os empregos formais do Amazonas. Para o diretor-presidente da entidade, Aderson Frota, o resultado configura um novo recorde e confirma a trajetória de crescimento observada ao longo dos últimos meses.

“Isso tudo é expressivo, porque o comércio estava um pouco travado por questões de juros e negatividade do consumidor. Superamos isso e hoje temos o orgulho de dizer que nós somos, dentro do contexto da economia, o segmento de maior empregabilidade do estado do Amazonas”, afirmou.

De acordo com Frota, uma parcela significativa das contratações ocorreu impulsionada por datas comerciais estratégicas, como a Black Friday, em novembro, e as vendas de Natal, em dezembro. Segundo ele, o desempenho positivo ao longo de 2025 elevou o otimismo do empresariado local.

“Em novembro do ano passado, nós tivemos a Black Friday. Depois da Black Friday, a gente sempre faz uma pesquisa avaliativa para saber se houve crescimento. A maioria dos empresários com quem conversei falou com muito otimismo. Melhorou muito”, disse.

O presidente da Fecomércio-AM explicou ainda que o bom resultado de novembro levou empresários a reforçarem seus quadros para atender à demanda de dezembro. Os dados oficiais desse período, no entanto, ainda serão divulgados pelo Caged.

Ao comentar os impactos da taxa básica de juros, mantida em 15% durante boa parte de 2025, Aderson Frota destacou que o principal entrave não foi a Selic em si, mas os juros praticados pelo sistema financeiro.

“O problema maior não é só a Selic, mas o juro do banco, que soma a taxa básica à inadimplência e aos custos operacionais. Tivemos situações em que o juro do cartão de crédito quase beirava os 30%. Ninguém consegue absorver uma taxa de juros tão alta”, alertou.

Para o primeiro semestre de 2026, a expectativa da Fecomércio-AM segue positiva, embora com cautela. Frota apontou fatores que podem desacelerar o ritmo de crescimento, como o ano eleitoral, a realização da Copa do Mundo e o grande número de feriados prolongados.

“Vai ser um ano com muitos feriados no começo e no fim da semana. Isso tem um lado positivo, que incrementa o turismo, mas pode reduzir um pouco o desempenho do comércio”, explicou.

Segundo maior empregador do Amazonas, o setor industrial contabilizava 144.900 trabalhadores até novembro de 2025, a maioria vinculada ao Polo Industrial de Manaus (PIM). Dados da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) apontam que a média mensal de mão de obra do PIM em 2025, até novembro, foi de 131.444 trabalhadores diretos, entre efetivos, temporários e terceirizados — um crescimento de 6,42% em relação ao mesmo período de 2024.

“Hoje temos o orgulho de dizer que somos, dentro do contexto da economia, o segmento de maior empregabilidade do estado do Amazonas”, concluiu Aderson Frota.

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