Trânsito e Transporte

Foto: João Viana/Semcom
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Trecho liga as avenidas Brasil e Coronel Teixeira e foi liberado nesta terça-feira (15); obra tem investimento de R$ 80,3 milhões

A alça viária superior do Complexo Viário Passarão foi liberada para o tráfego de veículos na manhã desta terça-feira (15), em Manaus. O trecho liga as avenidas Brasil e Coronel Teixeira, na Zona Oeste da capital.

A liberação foi realizada pelo prefeito Renato Junior (Avante), com a retirada dos cones que bloqueavam a passagem dos veículos.

Segundo a Prefeitura de Manaus, a nova estrutura amplia as opções de circulação e deve melhorar o fluxo no cruzamento das duas avenidas, uma das áreas de maior movimento da região.

O Complexo Viário Passarão recebe investimento de R$ 80,3 milhões e tem previsão de conclusão até junho de 2027. O projeto ocupa uma área de 25 mil metros quadrados e inclui uma trincheira subterrânea, um trecho em nível de superfície e um elevado de 276 metros.

Obra foi dividida em etapas

A construção foi dividida em etapas para permitir a execução das intervenções com mudanças no trânsito da região.

A expectativa da prefeitura é reduzir os congestionamentos nos bairros Compensa, Santo Agostinho e Nova Esperança, que concentram grande circulação de veículos nos horários de pico.

O complexo recebeu o nome de Passarão em homenagem ao empresário José Ferreira de Oliveira, fundador do Grupo Chibatão.

MPAM acompanha execução

A obra também é acompanhada pelo Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM). Em junho deste ano, o órgão abriu um procedimento administrativo para apurar possíveis falhas no planejamento urbanístico do complexo.

A investigação começou após uma denúncia apresentada por um morador da Avenida Brasil, no bairro Santo Agostinho, que relatou preocupação com possíveis impactos da construção em imóveis próximos.

Entre os pontos analisados estão a regularidade urbanística da obra, a existência de licenciamento e certidões, além da realização de vistorias preventivas em edificações vizinhas.

O MPAM também solicitou informações ao Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb) sobre a regularidade do empreendimento.

A apuração considera ainda possíveis impactos sobre o trânsito e eventuais interferências na rede de gás da Companhia de Gás do Amazonas (Cigás).

Segundo o Ministério Público, obras desse porte devem considerar aspectos como uso e ocupação do solo, impactos urbanos e mobilidade. A investigação continua em andamento.

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