Política e Economia

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Durante reunião do Codam, governo do Amazonas destacou riscos, mas também aposta em crescimento com novos projetos que somam R$ 1,4 bilhão em investimentos

O aumento das tarifas impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre produtos chineses acendeu um sinal de alerta — e também de oportunidade — para o Polo Industrial de Manaus (PIM). A análise foi feita pelo secretário de Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação do Amazonas (Sedecti), Serafim Corrêa, durante a 313ª reunião do Conselho de Desenvolvimento do Estado do Amazonas (Codam), realizada nesta segunda-feira (14).

Segundo o secretário, o risco está na possível entrada de produtos chineses no mercado brasileiro, que antes eram exportados aos EUA, o que pode afetar a competitividade da indústria local.

“Se a China derramar esses produtos no Brasil, isso vai afetar a competitividade da nossa indústria”, alertou Serafim. “Mas é assim que o mundo funciona. A competição é inevitável — e também uma oportunidade para evoluir.”

Por outro lado, o atual cenário também pode favorecer o PIM. Com tarifas de 125% para produtos chineses enviados aos EUA, contra 10% de alíquota para exportações brasileiras, o Brasil pode se tornar uma alternativa viável de produção para o mercado americano.

“Empresas chinesas que já estão aqui, ou que venham a se instalar, podem produzir no Brasil e exportar para os Estados Unidos. É uma janela que se abre”, acrescentou Serafim Corrêa.

Zona Franca atrai novos investimentos

Durante a reunião, foram aprovados 47 novos projetos industriais, com previsão de R$ 1,4 bilhão em investimentos e geração de 1,6 mil empregos, entre diretos e remanejados. As propostas envolvem desde a implantação de novas fábricas até a diversificação de linhas de produção já existentes.

Entre os destaques está a Bioamazonas, que pretende investir R$ 333,7 milhões na fabricação de medicamentos fitoterápicos. Outro projeto relevante é o da Inled Tecnologia, com aporte de R$ 283,5 milhões para a produção de placas de circuito impresso montadas. A Reicon Condutores Elétricos e a Salcomp Industrial Eletrônica também anunciaram aportes robustos.

O vice-governador Tadeu de Souza reforçou a importância da reunião como termômetro do momento positivo que vive o modelo Zona Franca.

“Estamos batendo recordes em faturamento e empregabilidade. O investidor confia porque vê competitividade, mão de obra qualificada e segurança jurídica garantida pela Reforma Tributária”, afirmou.

Expansão para o interior do estado

Além dos investimentos em Manaus, o governo destacou a importância de interiorizar o desenvolvimento, incentivando empresas a utilizarem insumos da floresta e promoverem atividades econômicas sustentáveis nos municípios do interior.

“Esse é o novo desafio: levar oportunidades para fora da capital, com base no que a Amazônia tem de melhor. Um exemplo é a indústria de fármacos que está investindo em bioeconomia”, concluiu Tadeu de Souza.

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