Distrito Industrial I registrou 148,2 µg/m³ de partículas nesta quinta-feira (24); Manaquiri teve o pior índice entre os municípios monitorados
Manaus e municípios da Região Metropolitana amanheceram cobertos por fumaça pelo segundo dia consecutivo nesta quinta-feira (24). Às 7h30, o maior índice de partículas suspensas na capital foi registrado no Distrito Industrial I, na Zona Sul, com 148,2 µg/m³.
Os dados são do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA). Este é o sétimo episódio de fumaça registrado em Manaus desde o início de setembro.
Pela escala utilizada pelo Selva, a qualidade do ar é considerada boa quando a concentração de partículas fica entre 0 e 25 µg/m³. Acima de 125 µg/m³, a classificação passa a ser péssima. A referência máxima do sistema é de 160 µg/m³.
Qualidade do ar em Manaus
Às 7h30, os sensores da capital apontavam condições entre moderadas e péssimas.
O melhor índice foi registrado no bairro Nossa Senhora das Graças, na Zona Centro-Sul, com 48,3 µg/m³, classificado como moderado.
Nos bairros Tarumã, Parque 10 de Novembro e Petrópolis, os índices variavam entre 52,8 µg/m³ e 61,1 µg/m³, considerados ruins.
Os maiores registros foram observados no Distrito Industrial I e Morro da Liberdade, na Zona Sul, e no Coroado, na Zona Leste. Nesses pontos, a concentração variava entre 140,2 µg/m³ e 148,2 µg/m³, na faixa péssima.
Manaquiri registra 385 µg/m³
A situação também era crítica em municípios da Região Metropolitana. Quatro das 13 cidades monitoradas apresentavam qualidade do ar classificada como péssima.
O pior índice foi registrado em Manaquiri, com 385 µg/m³. O número representa mais que o dobro da referência máxima da escala do Selva.
Em Careiro, a concentração chegou a 301 µg/m³. Em Manacapuru, o índice foi de 186,9 µg/m³. Os dois municípios também estavam na faixa péssima.
Careiro da Várzea, Autazes e Silves apresentavam índices entre 76,2 µg/m³ e 144,5 µg/m³, classificados entre muito ruins e péssimos. Em Iranduba e Itacoatiara, a qualidade do ar era considerada ruim.
Fumaça após pico de poluição
O novo episódio ocorre um dia depois de Manaus registrar o maior índice de poluição do mês. Na quarta-feira (23), o Distrito Industrial I chegou a 587,9 µg/m³ por volta das 5h15, mais de três vezes acima da referência máxima utilizada pelo Selva.
Órgãos do governo do Amazonas apontam que a fumaça está relacionada à concentração de queimadas no entorno de Manaus e em outras áreas da Amazônia. As altas temperaturas, a baixa umidade do ar e as condições atmosféricas também favorecem o acúmulo de partículas.
Orientação à população
A Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) orienta a população a reduzir a exposição à fumaça, principalmente crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças respiratórias ou cardíacas.
Nos períodos de pior qualidade do ar, a recomendação é evitar atividades físicas ao ar livre e manter a hidratação.
Também é indicado proteger olhos e nariz. Quando a exposição for inevitável, máscaras como a N95 podem ajudar a reduzir a inalação de partículas.
Tosse, irritação na garganta, ardência nos olhos, falta de ar, chiado no peito e piora de crises de asma são alguns dos sinais de alerta.
Em casos leves, a orientação é procurar uma unidade básica de saúde. Para sintomas mais graves, a população deve buscar atendimento médico. Em situações de emergência, o Samu pode ser acionado pelo 192.



