Política e Economia

Foto: Paulo Bindá
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Municípios que reduzirem desmatamento receberão recursos para ações ambientais, geração de renda e monitoramento, incluindo uso de inteligência artificial.

Em evento realizado no Quality Hotel Manaus, nos dias 30 e 31, o Governo Federal anunciou um investimento de R$780 milhões ao longo dos próximos três anos para apoiar os 68 municípios prioritários da Amazônia Legal no combate ao desmatamento. A iniciativa foi apresentada pelo secretário extraordinário de Controle de Desmatamento e Ordenamento Territorial, André Lima, que destacou que os municípios que obtiverem os melhores resultados receberão os maiores aportes financeiros.

Segundo Lima, os recursos — provenientes do Fundo Amazônia (R$600 mi) e do programa Floresta+ (R$180 mi) — serão utilizados em ações como regularização ambiental e fundiária, assistência técnica e restauração florestal. “Queremos uma aliança institucional com os prefeitos e secretários municipais para fomentar um ciclo positivo de investimentos e resultados,” afirmou o secretário.

Além da perspectiva de captação de R$6 bilhões até 2028, Lima celebrou a queda de 60% nos focos de incêndio na Amazônia e de 95% no Pantanal, e reforçou a necessidade de mudança nas práticas tradicionais de uso do fogo, propondo mais assistência técnica e uso controlado com autorização.

O superintendente do Ibama, Joel Araújo, endossou a ação como oportunidade para gerar empregos e fortalecer as secretarias locais: “Cada município que conseguir reduzir mais o desmatamento será contemplado com mais recursos, podendo aplicar em monitoramento, equipamentos e vagas de trabalho ligadas à preservação.”

Municípios como Lábrea e Apuí já se mobilizam. Zerisfran Bezerra, secretário de meio ambiente de Lábrea, celebrou a criação de uma sala de monitoramento equipada com veículos para atuar nas áreas mais distantes. Já Natson Castro, de Apuí, apontou que o município realiza concurso público para contratar profissionais especializados e aguarda drones, computadores e veículos para avançar no controle ambiental.

A inovação tecnológica também marca presença. A PUC-Rio apresentou um sistema de inteligência artificial capaz de prever áreas com alto risco de desmatamento em até 15 dias. O projeto, coordenado pelo professor Raul Queiroz, foi encomendado pelo Ministério do Meio Ambiente para reforçar o monitoramento preventivo.

O encontro reforçou o compromisso entre União e municípios da Amazônia Legal, sinalizando uma nova era de governança ambiental e desenvolvimento sustentável para a região.

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