Sistema amplia atuação do Deter e passa a acompanhar também áreas não florestais, com uso de inteligência artificial e imagens de satélite
O Governo Federal lançou uma nova ferramenta para acompanhar o bioma amazônico em tempo quase real, reforçando a proteção ambiental e aumentando a transparência no combate ao desmatamento.
A tecnologia amplia o escopo do Deter (Detecção de Desmatamento em Tempo Real), que antes monitorava apenas áreas de floresta nativa. Agora, também passam a ser observadas regiões não florestais, como campos naturais e savanas, que representam cerca de 20% da Amazônia.
“Várias áreas que não são do tipo florestal não estavam cobertas por esse monitoramento diário. Agora, o acompanhamento passa a ser feito em todo o bioma amazônico. Está completo”, explicou Cláudio Almeida, coordenador do programa Biomas BR, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
Com o apoio de inteligência artificial e imagens de satélite, o sistema emitirá alertas diários sobre desmatamento, queimadas e mineração ilegal. “Usamos algoritmos de aprendizado profundo que, a partir de amostras significativas, aprendem a reconhecer padrões. Quanto mais dados analisam, mais eficazes ficam na detecção”, acrescentou Almeida.
Atualmente, os alertas do Deter já alcançam mais de 75% do território nacional. A meta do governo é expandir o monitoramento para outros biomas que ainda não contam com vigilância constante, como a Mata Atlântica, a Caatinga e o Pampa.
“É um avanço, mais um tijolo na construção de uma base sólida. Produzimos dados que apoiam políticas públicas”, concluiu o coordenador.



