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Dois cruzeiros trazem até 6 mil leitos para delegações entre 5 e 21 de novembro; Embratur reserva R$ 259 milhões como garantia

Para enfrentar a crise de hospedagem na COP30, o governo federal contratou os navios MSC Seaview e Costa Diadema, que aportarão no Terminal Portuário de Outeiro em Belém (PA) entre 5 e 21 de novembro, adicionando 3,9 mil cabines e até 6 mil leitos para participantes oficiais. A iniciativa foi viabilizada pela Embratur, com uma garantia orçamentária de R$ 259 milhões caso as cabines não sejam ocupadas.

Estrutura e garantias contratuais

  • A contratação via Embratur envolveu a operadora de viagens Qualitours como intermediária das reservas.
  • O governo assumiu o desembolso de R$ 259 milhões para cobrir eventuais vagas não vendidas, sem repassar custos adicionais aos cofres públicos caso os cruzeiros sejam lotados.
  • Os transatlânticos permanecerão atracados no terminal em reforma e conectados à sede da conferência por uma nova ponte, reduzindo o trajeto até 30 minutos.

Prioridades de reserva e valores

FasePrioridadeDiárias (US$)
1ª etapa98 países menos desenvolvidos e insulares100–220
2ª etapaDemais naçõesAté 600
  • Os quartos oferecidos são para uso individual, mas podem ser compartilhados a critério das delegações, segundo o secretário Valter Correia.
  • Chefes de Estado e suas comitivas seguirão hospedados em hotéis e condomínios de alto padrão por questões de segurança.

Plataformas de reserva

  • A Qualitours comercializa as cabines nos navios.
  • A plataforma Bnetwork, também contratada pelo governo, já oferece vagas em hotéis, imóveis privados e outras opções, com acesso restrito inicialmente a delegações oficiais.

Antecedentes e desafios logísticos

  • Um plano inicial de dragagem da Baía do Guajará, estimado em R$ 210 milhões, foi cancelado em janeiro, inviabilizando a adaptação do terminal ao calado dos cruzeiros e forçando a solução por navios atracados.
  • A medida surge sob forte pressão internacional após reclamações de delegações na COP preparatória em Bonn, que criticaram altos custos e escassez de alojamentos em Belém.

Caso o governo não preencha as cabines, o montante reservado será liberado para a MSC Cruzeiros e a Costa Cruzeiros. A expectativa é que a combinação de navios, hotéis e aluguel por temporada supra a demanda estimada de 50 mil participantes, marcando uma das mais complexas operações logísticas já enfrentadas por uma COP no Brasil.

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