Moradores denunciam que queimadas no local persistem há meses e cobram providências para conter a fumaça que invade casas e comércios
Moradores de Manacapuru, no interior do Amazonas, denunciam incêndios recorrentes em um lixão localizado no quilômetro 1 da rodovia AM-352. Segundo relatos, a fumaça invade residências e estabelecimentos comerciais e prejudica a qualidade do ar em bairros próximos.
O empresário Leandro Alcantarino, que mora e trabalha em frente ao local, afirma que o problema ocorre há meses e se intensificou com a chegada do verão amazônico. Segundo ele, o fogo costuma aumentar por volta das 18h. Na sexta-feira (16), houve três explosões dentro da área do lixão, conforme o relato.
Leandro disse que acionou o Corpo de Bombeiros, que foi ao local para combater as chamas. No entanto, segundo o empresário, ainda há focos subterrâneos que mantêm o incêndio ativo.
“O fogo, na verdade, não se apaga mais, porque ele vem de baixo, debaixo dos escombros do lixão. Isso gera uma fumaça que polui o ar ao redor”, afirmou.
Fumaça atinge casas e comércios
De acordo com Leandro, mais de sete bairros e conjuntos residenciais ficam próximos ao lixão. Entre as áreas citadas estão os bairros Castanheira e Dona Mimosa, além de residenciais com centenas de moradias.
O empresário também demonstrou preocupação com a presença de crianças na área e relatou que a fumaça chega ao interior de seu estabelecimento comercial, o Estradeiro Conveniência, mesmo quando o ar-condicionado está ligado.
“Eu estava lá agora e começou a dar uma dor no peito porque inalei muita fumaça. A gente está sendo prejudicado porque a fumaça invade até o comércio”, disse.
Além dos efeitos da fumaça, Leandro relatou o cheiro forte dos resíduos e cobrou providências das autoridades responsáveis.
Empresário cobra solução definitiva
O empresário afirmou que moradores têm publicado denúncias nas redes sociais, mas que o problema continua sem solução definitiva.
Segundo Leandro, ele já levou o caso ao Ministério Público. O órgão teria realizado uma fiscalização e aplicado uma multa de aproximadamente R$ 2,5 milhões há cerca de dois meses, conforme informações citadas por ele.
Apesar da medida, o empresário afirma que os incêndios continuam.
“Eu preciso de uma solução para esse problema. A solução é retirar esse lixão de uma vez por todas desse local”, declarou.



