Programa federal impulsiona mercado imobiliário em Manaus, com mais de 1,6 mil unidades vendidas no primeiro trimestre de 2026 e preço médio de R$ 250,9 mil
O Minha Casa, Minha Vida (MCMV) segue como motor do mercado imobiliário no Amazonas. Segundo o diretor da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário do Amazonas (Ademi), Paulo Avelino, oito de cada dez unidades vendidas no estado estão dentro do programa federal.
No primeiro trimestre de 2026, foram comercializados 2.021 apartamentos, sendo 1,6 mil pelo MCMV. No acumulado entre março de 2025 e março de 2026, o setor registrou 8,2 mil unidades verticais vendidas, das quais 6,2 mil pelo programa.
“O déficit habitacional ainda é grande em Manaus, e como as empresas lançam muitos empreendimentos dentro do Minha Casa, Minha Vida, há muita demanda para esse tipo de produto”, afirmou Avelino.
Expansão do programa
Avelino avaliou como “muito benéfica” a recente expansão do MCMV, que elevou o teto da última faixa de R$ 500 mil para R$ 600 mil e ampliou o atendimento às famílias de diferentes faixas de renda. Apesar dos avanços, o Brasil ainda possui um déficit de 6 milhões de unidades habitacionais.
Em Manaus, a maioria das vendas se concentrou na zona oeste, especialmente nos bairros Tarumã-Açu (26,2%) e Lago Azul (16,2%), seguidos por Parque Mosaico, Bairro da Paz e Novo Aleixo.
Preços e desafios
O preço médio residencial na capital amazonense gira em torno de R$ 382,7 mil, mas as unidades econômicas do MCMV ficaram em R$ 250,9 mil, dentro do orçamento da população com renda média de três salários mínimos.
O estudo da Ademi aponta crescimento de 15,7% nas vendas dentro do programa em relação ao primeiro trimestre de 2025, mesmo com aumento de quase 14% no preço do metro quadrado e alta de mais de 25% em unidades de três dormitórios, pressionados pelo custo de insumos como aço, cobre e cimento.
Expectativas
Avelino acredita que, mesmo em ano eleitoral, os subsídios federais devem se manter e até superar os dados anteriores.
“O Minha Casa, Minha Vida é uma ferramenta fundamental para o mercado imobiliário, principalmente em Manaus, onde a renda da população se enquadra muito bem no programa”, disse.
Em números
- 2.021 unidades vendidas no 1º trimestre de 2026
- 1,6 mil unidades pelo MCMV
- R$ 637 milhões em vendas no período
- 1.448 novas unidades lançadas, sendo 81,4% pelo MCMV



