Trânsito e Transporte

Foto: Divulgação
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Ação pede instalação de baterias nas torres, plano de melhorias e indenização de R$ 200 mil por danos coletivos

O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM), por meio da Promotoria de Justiça de Ipixuna, ajuizou ação civil pública (ACP) contra a operadora Claro S.A. por constantes falhas na prestação dos serviços de telefonia móvel e internet no município.

A ação requer que a empresa:

  • Instale baterias nas estações para garantir sinal durante quedas de energia;
  • Apresente um plano técnico de melhorias;
  • Pague indenização de R$ 200 mil por danos morais coletivos.

Serviço classificado como “péssimo”

A medida foi adotada após a operadora se recusar a firmar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para regularizar o serviço e implementar infraestrutura de segurança energética.

O processo é resultado do Procedimento Administrativo nº 232.2023.000007, instaurado pelo MPAM para fiscalizar a qualidade do sinal das operadoras em Ipixuna.

Relatórios técnicos requisitados à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) apontaram que o serviço da Claro foi classificado no nível E — considerado “péssimo ou inadequado”.

Segundo o promotor de Justiça José Ricardo Moraes da Silva, os dados indicaram perda de pacotes de dados que chegaram a quase 70%, inviabilizando atividades básicas como:

  • Uso de aplicativos de mensagens;
  • Transações bancárias;
  • Acesso a serviços de saúde.

A própria empresa admitiu que o sinal oscila com frequência devido às quedas de energia elétrica no município, evidenciando a ausência de sistema de backup com baterias ou no-breaks para manter as antenas em funcionamento.

Pedidos da ação

Em caráter de urgência, o MPAM solicita que a Justiça determine:

  • Apresentação de plano técnico de melhorias em até 60 dias;
  • Instalação imediata de banco de baterias nas Estações Rádio Base (ERB), com autonomia mínima de três horas;
  • Pagamento de R$ 200 mil por danos morais coletivos, valor a ser revertido ao Fundo Estadual de Defesa do Consumidor.

O promotor destacou que, na região amazônica, a telefonia é essencial.

“O serviço de telefonia na Amazônia não é um luxo, mas um instrumento essencial de sobrevivência, segurança e integração. O Ministério Público não tolerará que empresas aufiram lucros na região entregando, em troca, um serviço classificado como péssimo pelas agências reguladoras.”

A ação civil pública aguarda agora análise do pedido liminar pelo Juízo da Vara Única da Comarca de Ipixuna.

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