Trânsito e Transporte

Foto: Divulgação
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Estudantes da comunidade Velho Julho dependem de embarcação para chegar à escola

O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) instaurou investigação para apurar possíveis falhas no transporte escolar fluvial na zona rural de Guajará, no interior do estado.

O caso envolve estudantes da Escola Estadual Três de Julho, localizada na comunidade Velho Julho, que dependem de embarcações para chegar às aulas.

Segundo denúncia recebida pelo órgão, o serviço apresentaria irregularidades, expondo crianças e adolescentes a riscos e prejudicando a frequência escolar. Diante disso, a Promotoria de Justiça de Guajará instaurou inquérito civil para verificar se o transporte é oferecido de forma segura e regular.

O promotor responsável pelo caso, Ney Costa Alcântara de Oliveira Filho, ressaltou a importância do serviço para comunidades isoladas.

“Sem embarcação adequada e regular, crianças e adolescentes ficam simplesmente impedidos de frequentar a escola, o que representa grave violação a direitos constitucionalmente assegurados”, afirmou.

Pontos que serão apurados

A investigação busca esclarecer:

  • Se há oferta regular do transporte escolar fluvial;
  • Quantos alunos da comunidade estão sendo prejudicados;
  • Quais medidas já foram adotadas pela Secretaria de Estado de Educação e Desporto do Amazonas (Seduc);
  • Se as ações em andamento garantem o direito à educação.

Prazo para esclarecimentos

A Promotoria concedeu prazo de 15 dias para que a Seduc apresente informações detalhadas, incluindo:

  • O andamento do processo administrativo aberto no sistema Siged;
  • O número de estudantes que dependem do transporte fluvial;
  • As medidas já adotadas para regularizar o serviço;
  • O prazo estimado para solução definitiva do problema.

O MPAM informou que seguirá acompanhando o caso para assegurar o cumprimento do direito à educação nas comunidades ribeirinhas do município.

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