Política e Economia

Foto: Divulgação
Facebook
Twitter
LinkedIn
WhatsApp

Instituição destaca ancestralidade, cultura periférica e presença quilombola na Amazônia Legal

No Dia da Consciência Negra, celebrado nesta quarta-feira (20), a Central Única das Favelas (CUFA) Amazonas reforçou a importância e a força do povo preto na construção social e cultural da região. A entidade lembra que a Amazônia Legal abriga mais de 600 territórios quilombolas, e que a negritude amazônica segue como uma presença viva, resistente e transformadora.

Para a CUFA, o mês de novembro — marcado por datas como o Dia da Favela (4), o Dia Mundial do Hip-Hop (13) e o próprio Dia da Consciência Negra (20) — vai muito além de homenagens.

Este mês não é apenas simbólico. É um lembrete de que nossa ancestralidade, nossa arte e nossa cultura precisam estar no centro do debate público o ano inteiro”, afirmou Fabiana Carioca, vice-presidente da CUFA Amazonas.
Falar de negritude na Amazônia é reconhecer o valor de quem constrói esta região com força, fé e talento todos os dias.”

O presidente da instituição, Alexey Ribeiro, ressaltou que a CUFA trabalha “diariamente para evidenciar a potência negra amazônica” e reforçou o compromisso de transformar a narrativa sobre ser “preto e periférico” na região.

Presença negra na Amazônia

Dados do Censo 2022 do IBGE mostram que a Amazônia Legal é majoritariamente formada por pessoas de origem afrodescendente:

  • 9,9% da população se declara preta
  • 65,2% se declara parda

Um levantamento recente da CONAQ e do Instituto Socioambiental (ISA) identificou 632 territórios quilombolas, aumento de 280% em relação ao mapeamento anterior. No Amazonas, são 2.705 quilombolas distribuídos em sete municípios.

Para a CUFA, esses números reforçam a contribuição histórica e contemporânea do povo negro na formação da identidade amazônica — presente na culinária, nas tradições, na música, nos modos de viver e na resistência das comunidades.

Cultura, arte e futuro

A instituição destaca que a potência negra amazônica não está apenas no passado: ela molda o presente e projeta o futuro.

Ser preto na Amazônia é também ser criador. É usar a arte, a fé e o conhecimento como formas de existir e transformar”, disse Fabiana Carioca.

O rap das periferias, o grafite que ocupa muros da cidade, as danças urbanas e os empreendimentos que surgem nas favelas são, segundo a CUFA, expressões dessa força que segue redefinindo o território e ampliando horizontes para as novas gerações.

Você também pode gostar

Editorias