Capital amazonense registra uma das maiores reduções do país, segundo levantamento da Conab
O preço da cesta básica de alimentos caiu 8,12% em Manaus no segundo semestre de 2025, de acordo com levantamento divulgado nesta terça-feira (20) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O valor médio passou de R$ 674,78 em julho para R$ 620,42 em dezembro, representando uma redução de R$ 54,36 no período.
Com o resultado, Manaus aparece como a segunda capital com maior queda no custo da cesta básica na Região Norte, ficando atrás apenas de Boa Vista.
O levantamento integra a Análise Mensal da Pesquisa Nacional de Preço da Cesta Básica de Alimentos, realizada em parceria entre a Conab e o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Desde agosto de 2024, o estudo passou a acompanhar os preços da cesta básica em todas as 27 capitais brasileiras.
Itens que mais contribuíram para a queda
Em Manaus, a redução foi puxada principalmente pela baixa nos preços de produtos essenciais. O tomate liderou a lista, com recuo de 30,78%, seguido pela farinha (-16,98%) e pelo arroz (-14,74%).
Também apresentaram queda significativa itens como óleo de cozinha (-11,42%), banana (-10,36%) e manteiga (-9,91%). Segundo a Conab, esse movimento contribui para aliviar o orçamento das famílias, especialmente aquelas que destinam maior parte da renda à alimentação.
Alimentos com maior percentual de queda em Manaus:
- Tomate: -30,78%
- Farinha: -16,98%
- Arroz: -14,74%
- Óleo: -11,42%
- Banana: -10,36%
- Manteiga: -9,91%
Comparação com outras capitais
No ranking nacional, Boa Vista liderou a redução no segundo semestre de 2025, com queda de 9,08%, seguida por Manaus (-8,12%) e Fortaleza (-7,90%).
Na outra extremidade, as menores reduções foram registradas em Belo Horizonte (-1,56%), Macapá (-2,10%) e Campo Grande (-2,16%).
Por região, além do destaque do Norte com Boa Vista e Manaus, Fortaleza liderou no Nordeste, Brasília no Centro-Oeste, Florianópolis no Sul e Vitória apresentou o melhor desempenho do Sudeste.
De acordo com os órgãos responsáveis pelo levantamento, os dados reforçam a importância do monitoramento contínuo dos preços como instrumento para análise do custo de vida e formulação de políticas públicas voltadas à segurança alimentar.



