Quinto reajuste de março traz litro a R$ 3,96 na modalidade EXA; expectativa é de pequena queda no valor ao consumidor
A Refinaria da Amazônia (REAM) anunciou nova redução no preço da gasolina vendida às distribuidoras do estado. A mudança, válida a partir desta quarta-feira (25), representa uma queda de R$ 0,35 por litro em relação ao valor anterior.
Na modalidade EXA (Entrega a Serviço da Compradora), o litro passa de R$ 4,32 para R$ 3,96. Já na modalidade LPA (Livre para o Armazém), o preço cai de R$ 4,32 para R$ 3,97. A diferença entre os modelos está na responsabilidade pelo transporte: no EXA, a distribuidora retira o combustível e assume custos e riscos; no LPA, o frete já está incluído no preço.
Este é o quinto reajuste de março na refinaria, que tem acompanhado as oscilações do mercado internacional. A expectativa é que a redução possa refletir em uma pequena queda nos valores cobrados ao consumidor final, que já chegou a pagar quase R$ 9 por litro em municípios do Amazonas.
Para o economista Armando Clovis, a medida ainda é insuficiente para aliviar os impactos da alta dos combustíveis. “Se a crise continuar, e há previsão de continuidade por causa da guerra, o consumidor amazonense seguirá sendo afetado. Empresas de transporte coletivo e fluvial terão que repassar os custos, aumentando tarifas e fretes”, avaliou.
Clovis defende que o poder público adote políticas semelhantes às do governo federal, como a redução ou isenção do ICMS sobre a gasolina, para minimizar os efeitos da alta.
Alta nos postos
Em Manaus, os preços seguem elevados. Pela segunda vez em menos de um mês, o litro da gasolina comum subiu de R$ 7,29 para R$ 7,59 nos principais postos da capital. A versão aditivada também aumentou, passando de R$ 7,49 para R$ 7,79.
Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Manaus já figurava entre as capitais com gasolina mais cara do país no início de 2026, atrás apenas de Rio Branco (R$ 7,24) e Porto Velho (R$ 7,09). O etanol também está entre os mais caros, com média de R$ 5,49.
Especialistas apontam que fatores como custos logísticos, preços nas refinarias e tributação estadual explicam os valores mais altos na região Norte.



