Política e Economia

Foto: Lucas MacedO/g1 AM
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Programa do governo federal vai beneficiar 5 mil pessoas em 41 áreas protegidas, com investimento de R$ 15 milhões

Cerca de 5 mil ribeirinhos do Amazonas serão beneficiados pelo Programa de Pagamento por Serviços Ambientais do Pirarucu (PSA Pirarucu), anunciado nesta quinta-feira (26) em Manaus pela ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva. O objetivo é apoiar comunidades que preservam a espécie e os rios da região.

O programa atenderá mais de 40 organizações extrativistas em 41 áreas protegidas do estado, com investimento de R$ 15 milhões em dois anos, provenientes de recursos internacionais e apoio de organismos da ONU. As organizações já estão cadastradas junto ao Ibama, responsável pela fiscalização.

A solenidade foi marcada por um cântico indígena realizado por Assis Siwa, da etnia Mayuruna, que atua no manejo do pirarucu no Vale do Javari.

Manejo sustentável

O manejo do pirarucu é feito por comunidades que controlam a pesca e respeitam o período de reprodução da espécie, o que ajuda a recuperar estoques e manter o equilíbrio dos rios.

Além do pagamento direto, o governo anunciou uma portaria que permite a certificação orgânica do pirarucu manejado em Terras Indígenas e Unidades de Conservação. Com isso, o produto poderá ser vendido por um valor até 30% maior, inclusive em compras públicas.

“Esse pagamento é um reconhecimento da forma como vocês vivem, pescam e cuidam dos lagos. Vai significar um acréscimo importante na renda dos manejadores, podendo chegar a 40% de aumento”, afirmou Marina Silva.

Impacto nas comunidades

A pescadora Elcimar Ribeiro, da zona rural de Fonte Boa, relatou que no início quase não havia peixes grandes nos lagos, mas que a realidade mudou com o manejo. “Depois de cinco anos de manejo, vimos uma fartura enorme”, disse.

A secretária de Bioeconomia do Ministério do Meio Ambiente, Carina Pimenta, destacou que os recursos devem ampliar o alcance das ações junto a manejadores e cooperativas. “Esse pagamento representa um incremento significativo na renda e reconhece o manejo como orgânico e sustentável”, afirmou.

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