Nível do rio baixou mais 6 centímetros nesta quarta-feira (5), em Manaus, acumulando queda de 1,42 metro desde o início da vazante e mantendo alerta para os impactos da estiagem
O Rio Negro atingiu a marca de 27,09 metros em Manaus nesta quarta-feira (5), segundo medição do Porto de Manaus. Em relação ao dia anterior, quando o nível estava em 27,15 metros, o rio baixou 6 centímetros. Desde o início da vazante, a redução acumulada já chega a 1,42 metro, mantendo o cenário de atenção para a navegação, o abastecimento de comunidades ribeirinhas e os efeitos da estiagem em diferentes regiões do Amazonas.
Embora a descida do rio continue, o comportamento da vazante tem apresentado oscilações diárias, após um mês de julho marcado por queda acelerada do nível das águas.
Vazante de 2026 segue abaixo de 2025
A estiagem deste ano começou mais cedo e ganhou força ao longo de julho. Somente no mês passado, o Rio Negro acumulou redução de 1,08 metro, passando de 28,50 metros para 27,42 metros.
Na mesma data de 2025, o rio registrava 28,38 metros, ou seja, 1,29 metro acima da cota observada nesta quarta-feira.
Já a comparação com 2024 mostra um cenário diferente. Na mesma época, o Rio Negro estava em 24,73 metros, 2,36 metros abaixo do nível atual, refletindo uma seca muito mais severa e uma vazante mais intensa do que a registrada até agora em 2026.
Apesar de ainda estar distante dos níveis críticos observados no ano passado, especialistas acompanham a evolução da estiagem diante das previsões climáticas para os próximos meses.
El Niño mantém alerta para seca mais intensa
Órgãos federais de monitoramento climático apontam que o fenômeno El Niño deve se intensificar durante o segundo semestre de 2026 e permanecer ativo até o início de 2027.
Na Região Norte, a expectativa é de chuvas abaixo da média, temperaturas elevadas e aumento do risco de incêndios florestais, fatores que contribuem para a continuidade da redução dos níveis dos rios.
Na bacia do Rio Negro, a classificação da seca evoluiu de fraca, em junho, para moderada, em julho, indicando um agravamento gradual das condições hidrológicas.
Caso o volume de chuvas permaneça abaixo da média nas próximas semanas, a tendência é de intensificação da vazante, com impactos sobre o transporte fluvial, o abastecimento de comunidades ribeirinhas e atividades econômicas que dependem dos rios.
Em Manaus, a combinação entre calor intenso, baixa umidade do ar e redução do nível do Rio Negro também favorece o aumento da fumaça provocada por queimadas durante o verão amazônico, comprometendo a qualidade do ar na capital.



