Campanha começou na zona rural com visitas de casa em casa e busca atualizar a imunização de moradores e estrangeiros na região do Alto Solimões
O município de São Paulo de Olivença, no interior do Amazonas, iniciou nesta segunda-feira (15) uma campanha de vacinação contra o sarampo. A ação começou na comunidade Santa Rita do Well, na zona rural, com equipes percorrendo as casas para imunizar a população.
A campanha é voltada para pessoas de 1 a 59 anos e também para estrangeiros que vivem ou circulam pelo município. O foco é alcançar moradores com doses atrasadas ou esquema vacinal incompleto.
A mobilização foi intensificada após a confirmação de casos de sarampo em Tabatinga, na região da tríplice fronteira entre Brasil, Peru e Colômbia.
Região de fronteira é prioridade
Segundo a representante do Programa Nacional de Imunizações (PNI) em São Paulo de Olivença, Juliana Batalha, o município é considerado estratégico por receber um grande fluxo de pessoas de diferentes nacionalidades.
A circulação constante de moradores, comerciantes e viajantes entre municípios brasileiros e cidades do Peru e da Colômbia aumenta a necessidade de reforçar a vacinação e a vigilância epidemiológica na região.
Vigilância reforçada no Alto Solimões
As secretarias de saúde da região intensificaram as ações de prevenção após os casos registrados em Tabatinga. A estratégia inclui vacinação, busca ativa de pessoas com esquema vacinal incompleto e monitoramento de casos suspeitos.
A vacina contra o sarampo está disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) em todo o Amazonas. A orientação é que a população procure uma unidade de saúde para verificar e atualizar a carteira de vacinação.
Manaus mantém alerta epidemiológico
Em Manaus, a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) mantém um Alerta Epidemiológico para reforçar a vigilância da doença.
Segundo a secretaria, o último caso com transmissão local registrado na capital ocorreu em 2018. Desde então, não há evidências de circulação autóctone do vírus em Manaus.
O alerta orienta os serviços públicos e privados de saúde a intensificarem a identificação, notificação imediata e investigação de casos suspeitos, além da adoção de medidas para impedir a transmissão da doença.



