Política e Economia

Foto: Arquivo A CRÍTICA
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Empresários do Tarumã adotam medidas para reduzir custos e planejam alternativas de atendimento durante o período de estiagem

O início da vazante do Rio Negro já provoca mudanças na rotina de empresários do setor de flutuantes no bairro Tarumã, na zona Oeste de Manaus. Com o recuo gradual das águas, os estabelecimentos começaram a adotar medidas preventivas para reduzir custos e manter as atividades durante o período de estiagem.

Entre as estratégias estão a redução no ritmo de novas contratações, ajustes no quadro de funcionários e o planejamento de possíveis férias coletivas. As medidas podem ser ampliadas caso o nível do rio recue de acordo com as projeções para os próximos meses.

Baixo nível do rio afeta funcionamento dos flutuantes

Além da organização administrativa, a vazante interfere diretamente na estrutura dos empreendimentos. Por funcionarem em um braço do Rio Negro, os estabelecimentos dependem das condições de navegabilidade e do calado para manter o modelo tradicional de atendimento.

Quando o nível do rio se aproxima de 16,50 metros, os proprietários precisam avaliar a possibilidade de interromper o atendimento no formato flutuante ou adaptar parte das atividades para as praias que surgem com o avanço da seca.

A mudança altera também a estrutura oferecida aos clientes. Nas áreas de areia expostas pelo recuo das águas, os empresários planejam disponibilizar atividades físicas, esportivas e culturais, além de trabalhar com cardápios e estruturas de cozinha mais enxutos.

A proposta é manter o atendimento mesmo diante das limitações impostas pela vazante, priorizando a segurança de funcionários e frequentadores e aproveitando as novas áreas formadas às margens do rio.

Empresários se baseiam em vazantes históricas

O planejamento antecipado considera o comportamento do Rio Negro nos últimos anos. Em 2023, o nível chegou a 12,70 metros em Manaus. No ano seguinte, a marca caiu para 12,11 metros, o menor nível já registrado na série histórica de medições.

Os números servem de referência para os empresários que dependem diretamente das condições do rio para manter os negócios em funcionamento.

Rio Negro pode chegar a 12,31 metros

De acordo com estimativas do Serviço Geológico do Brasil (SGB), o nível do Rio Negro no pico da estiagem pode variar entre 12,31 metros e 16,50 metros.

A amplitude da projeção reforça a necessidade de planejamento por parte dos empreendimentos instalados na região do Tarumã. Conforme o rio recua, as condições de acesso, navegação e funcionamento dos estabelecimentos podem mudar.

Por isso, os empresários já avaliam alternativas para adaptar as atividades ao cenário de seca e reduzir os impactos econômicos provocados pela descida das águas.

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