Registro na Zona Sul revela concentração incomum de animais e acende alerta para convivência em áreas urbanas
Um vídeo que circula nas redes sociais viralizou ao mostrar mais de dez jacarés-tinga reunidos em um igarapé no Distrito Industrial, na Zona Sul de Manaus. O registro foi feito no domingo (26) pela psicóloga Flávia Ribeiro, nas proximidades do condomínio Eliza Miranda.
Nas imagens, os animais aparecem concentrados em um mesmo trecho do curso d’água, cercados por vegetação e acúmulo de lixo — cenário que surpreendeu moradores pela quantidade de répteis em plena área urbana.
Espécie comum, mas número chama atenção
O jacaré-tinga é uma das espécies mais comuns da Amazônia e costuma habitar igarapés e rios de águas rasas, inclusive dentro de cidades. Pode medir entre dois e três metros e se alimenta de peixes, crustáceos e aves, sendo importante para o equilíbrio ecológico.
Apesar da presença frequente, a quantidade registrada no vídeo chamou atenção até de quem já está acostumado com os animais.
“É comum ver jacarés na região, mas o que impressiona é o número e o tamanho deles”, relatou Flávia.
Aumento da presença preocupa moradores
Moradora do local há cerca de um ano, ela afirma ter percebido crescimento na população de jacarés ao longo do tempo.
Além disso, um comportamento recorrente pode estar contribuindo para a aproximação dos animais: a oferta de alimentos por parte de moradores.
“Já vi pessoas jogando restos de comida. Isso incentiva os jacarés a se aproximarem, o que não é seguro”, alertou.
Risco de interação indevida
Especialistas costumam reforçar que alimentar animais silvestres pode alterar seu comportamento natural, aumentando o risco de acidentes.
Até o momento, não há registro de ataques na área, mas a orientação é clara: evitar qualquer tipo de interação e manter distância.
A presença dos jacarés também evidencia um cenário maior — a convivência cada vez mais próxima entre fauna silvestre e áreas urbanas, muitas vezes intensificada pela degradação ambiental e ocupação desordenada.
O caso segue repercutindo nas redes sociais e reacende o debate sobre preservação, segurança e responsabilidade no convívio com a biodiversidade amazônica.



