Órgão aponta mais de mil estruturas ilegais e critica falhas na fiscalização em estados como Amazonas, Acre e Rondônia
O Ministério Público Federal (MPF) voltou a acionar a Justiça para exigir, com urgência, a criação de um plano de ação voltado ao controle de pistas de pouso clandestinas utilizadas pelo garimpo ilegal na Amazônia.
Segundo o órgão, há mais de mil estruturas irregulares espalhadas pela região, utilizadas como suporte logístico para atividades ilegais, especialmente em áreas de difícil acesso.
Na ação, que tramita desde 2025, o MPF afirma que o cenário se agravou e que os órgãos responsáveis não conseguiram contestar os dados apresentados no inquérito. Levantamentos indicam a existência de pelo menos 844 aeródromos clandestinos na Amazônia Ocidental, número que cresceu mais de 12% nos últimos anos.
O MPF também critica a concentração das ações de fiscalização no estado de Roraima, apontando que outras regiões, como Amazonas, Acre e Rondônia, permanecem com cobertura insuficiente, o que favorece a expansão do garimpo ilegal.
De acordo com o órgão, a falta de controle dessas pistas facilita o transporte de equipamentos, combustíveis e pessoas para áreas de exploração ilegal, ampliando os impactos ambientais e sociais na floresta.
A ação judicial busca obrigar os órgãos federais a apresentar um plano integrado de monitoramento, fiscalização e desativação das estruturas clandestinas, com atuação coordenada entre diferentes instituições de segurança e meio ambiente.
O caso segue em análise pela Justiça.



