Intervenção em propriedade particular fica a cerca de oito quilômetros da Cachoeira Natal, em Presidente Figueiredo, no Amazonas
A construção de uma praia artificial em uma propriedade particular às margens do Rio Urubu, em Presidente Figueiredo, no interior do Amazonas, foi embargada nesta segunda-feira (14) após uma fiscalização. A intervenção é apontada como possível causa da alteração na cor da água registrada na região da Cachoeira Natal.
A fiscalização reuniu equipes das Secretarias Municipais de Meio Ambiente e de Turismo de Presidente Figueiredo, da Polícia Ambiental da Polícia Militar do Amazonas e do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam).
Segundo o secretário municipal de Turismo, André Amazonas, todas as atividades realizadas na propriedade foram embargadas. Os serviços ficam proibidos até que sejam cumpridas as exigências e obtidas as autorizações necessárias dos órgãos ambientais.
“Durante a ação, foram verificadas as intervenções existentes na propriedade e todas as atividades que estavam sendo realizadas no local foram embargadas, ficando proibida a continuidade dos serviços até que sejam observadas as exigências e autorizações dos órgãos ambientais competentes”, informou.
Movimentação de sedimentos
Vídeos que mostram a água da Cachoeira Natal com coloração diferente começaram a circular nas redes sociais no domingo (13). Após a alteração, a visitação ao ponto turístico foi suspensa.
Durante a fiscalização, os órgãos identificaram a intervenção em uma propriedade localizada a cerca de oito quilômetros acima da Cachoeira Natal, no Rio Urubu.
No local, era realizada uma obra para formação de uma praia artificial. Segundo a fiscalização, a intervenção ocorria sem as autorizações ambientais necessárias e envolvia movimentação de materiais e sedimentos em direção ao leito do rio.
“Segundo constatado no local, a intervenção estava sendo realizada sem as devidas autorizações dos órgãos ambientais competentes, com movimentação de materiais e sedimentos em direção ao leito do rio”, detalhou André Amazonas.
A movimentação de terra é investigada como possível origem dos sedimentos que teriam alterado a aparência da água na região da cachoeira.
Análise técnica vai definir próximos passos
A Secretaria Municipal de Meio Ambiente aguarda a conclusão do relatório técnico do Ipaam para dar continuidade aos procedimentos administrativos e definir os próximos encaminhamentos.
Segundo o secretário de Turismo, o Ipaam deverá adotar as medidas administrativas cabíveis após a análise das irregularidades encontradas durante a fiscalização.
Até a publicação desta reportagem, o Ipaam não havia se manifestado oficialmente sobre o caso.



