Política e Economia

Foto: Reprodução
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Ministro Alexandre de Moraes mantém interrogatório dos réus marcado para segunda-feira (9)

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou, na noite de quinta-feira (5), um novo pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro para suspender a tramitação da ação penal que investiga uma suposta trama golpista para mantê-lo no poder após a derrota eleitoral.

Os advogados de Bolsonaro alegaram necessidade de adiar os interrogatórios de oito réus, incluindo o próprio ex-presidente, para que pudessem fazer perguntas às testemunhas de outros núcleos do caso, que são processados separadamente. Além disso, argumentaram que tiveram pouco tempo para acessar o extenso material anexado à ação pela Polícia Federal (PF) em 14 de maio.

Moraes descartou o pedido, destacando que a defesa poderia ter indicado até 40 testemunhas, incluindo acusados ou réus em outras ações sobre o golpe. No entanto, os advogados indicaram apenas 15 e desistiram de seis. Com isso, a fase de oitivas foi concluída na última segunda-feira (2), e os interrogatórios foram mantidos para a próxima segunda-feira (9).

A ação penal 2668 foca no chamado “núcleo crucial” da trama golpista — o núcleo 1 — composto por oito réus. A denúncia foi aceita por unanimidade pela Primeira Turma do STF em 26 de março. Entre os acusados estão Bolsonaro, além de ex-ministros e militares, incluindo Walter Braga Netto, Augusto Heleno, Alexandre Ramagem, Anderson Torres, Almir Garnier, Paulo Sérgio Nogueira e Mauro Cid.

Na mesma data, Moraes também negou um pedido semelhante feito pela defesa do general Braga Netto, reforçando sua decisão de manter o andamento do processo sem interrupções.

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