Paradas sucessivas na elevação do nível reforçam previsão do CPRM de cheia abaixo da histórica de 2021
O nível do rio Negro permaneceu em 29,02 metros nesta terça-feira (1º), após ultrapassar no fim de semana a marca de inundação severa. É a segunda vez em menos de uma semana que o rio estaciona, o que indica uma desaceleração no ritmo da cheia e sugere a proximidade do início da vazante.
De acordo com o Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM), as paradas no nível da água são sinais típicos do encerramento do ciclo de cheia. O órgão já havia previsto que o pico do rio seria alcançado entre junho e julho, descartando a possibilidade de uma nova cheia histórica como a de 2021, quando o rio Negro chegou a 30,02 metros em Manaus.
Na última semana de junho, o ritmo de subida do rio vinha diminuindo, com elevações de apenas 1 centímetro por dia. Antes da nova estabilidade, o rio já havia parado de subir no dia 25 de junho.
A tendência se confirma também na calha do rio Solimões, que influencia diretamente o comportamento do Negro na capital. Em Iquitos, no Peru, a cabeceira do Solimões já apresenta queda diária no nível da água. No Amazonas, o rio recuou em Tabatinga e se manteve estável em Coari.



